domingo, 24 de julho de 2011

CINEMA: Quer estar "Meia noite em Paris"?

Por Fábio Dias R.

Ontem resolvi ir ao cinema, afinal meu lado cinéfilo está uma derrota. E queria ver "Meia-noite em Paris" do famoso cineasta Woody Allen, esse que por sinal é sempre uma incógnita, afinal ele já fez excelentes filmes como  "Match-point" e o fraco "Todos dizem eu te amo". Entrei na sala, e nada sabia sobre o filme apenas uma breve sinopse: "Uma família viaja a negócios para Paris, mas suas vidas acabam tomando um rumo diferente e cheio de acontecimentos inesperados." 

Mas o roteiro do filme surpreende, ele não é apenas uma comédia-dramática. Ele também é lúdico com uma pitada de ficção. Este filme, ou você irá amá-lo ou odiá-lo. A trama de “Meia-noite em Paris” se inicia com a chegada dos noivos Gil (Owen Wilson de "Marley e Eu") e Inez (Rachel McAdams) à cidade, para passar uns dias de férias. Ele é um roteirista de filmes de Hollywood razoavelmente bem-sucedido, mas que tenta dar um novo rumo à carreira escrevendo seu primeiro romance. Ela é um tanto impaciente com os anseios do noivo, descrente de suas capacidades, que acha mais interessante escutar as frases intelectuais de um amigo  do que prestar atenção na criação de Gil. Até aí normal, uma comédia-dramática. 

Woody Allen

Mas em certo momento ou melhor dizendo a Meia-noite em Paris, em uma de suas andanças  Gil pega uma estranha carruagem que o leva ao passado. Nessa viagem no tempo, surgem justamente Picasso, Hemingway, Dalí, Fitzgerald, Porter e Eliot. Aparecem também Man Ray, Henri Matisse, Henri de Toulouse-Lautrec. Num encontro com um jovem Luis Buñuel (Adrien de Van), Gil sugere que ele faça um filme sobre pessoas incapazes de deixar uma sala de jantar sem motivo aparente (argumento de “O anjo exterminador”, longa de Buñuel lançado em 1962). Já com Gertrude Stein (Kathy Bates), Gil pede opinião sobre seu inacabado romance, exatamente como muitos dos artistas que frequentavam a casa parisiense da colecionadora americana faziam. 





Carla Bruni e Owen Wilson
O filme vai se alternando entre a admiração de Gil pelas figuras do passado, por sua decepção com a falta de apoio de Inez a seu romance e pela descoberta de novos amores.  O filme me causou vários sentimentos, primeiro detestei, depois achei interessante o roteiro e dei crédito aguardando um final surpreendente, mas me decepcionei, foi simples e pouco explorado. Eu gostei mais foi rever todos os principais pontos turístico da apaixonante Paris, desde o Jardim de Monet a Moulin Rouge. Vale ressaltar também a participação de Carla Bruni.



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Fábio Dias R.


2 comentários:

  1. O filme é belo e interessante, sem exageros de qualquer espécie. Não foi feito para mostrar Paris, nem para mostrar um ponto de vista, nem para mostrar nada em particular, apenas conta uma boa história que vale a pena ser assitida!

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  2. Adorei o filme. O personagem do Owen wilson retrata muito bem alguns artistas, e eu me enquadro nessa categoria... Um filme belíssimo. Vou comprar para revê lo sempre.

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