quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Fashion | Desfiles: de onde surgiram?



Por Lais Ribeiro

Em plena temporada de Fashion Week pelo mundo todo, sempre nos deixa aquela ansiedade de saber a tendência da próxima estação. Como todos sabem, é aquela semana em que os estilistas mostram as suas coleções para os consumidores, ou seja, jornalistas, clientes, fashionistas. Mesmo cada desfile durando uns 15 minutos e desfilando de 25 á 35 looks, é um trabalho de meses em busca da perfeição. Um trabalho árduo que necessita de uma equipe especializada e do bom senso do estilista, assim, agrando a todos. Com valores consideravelmente alto que é investido, o marketing que os desfilem proporcionam, além de ter que estar impecável, é também uma forma de fidelização e captação de novos clientes para a marca. Por conta de serem amplamente divulgadas pela imprensa, as peças acabam tornando a opção de desejo do consumidor, como diz o tal ditado da moda Must Have (deve ter) de todos. Mas, essa ideia revolucionária veio de onde?

      Esses dias estava lendo o livro Cartas a um jovem estilista do Alexandre Herchcovitch, um livro que além de contar sobre seus pensamentos e a sua trajetória no mundo da moda, ele cita brevemente a história dos desfiles, de tecidos e de estilistas. Fiquei encantada, pois a linguagem do livro aparenta que ele está do meu lado contando tudo isso (um sonho haha). Mas, esclareceu muitas duvidas sobre a profissão, recomendo.



              Essa ideia revolucionária surgiu em meados do século XIX, onde o inglês Charles Worth, que trabalhava com tecido desde a infância, ficou famoso peloseu trabalho artesanal. Com o tempo, seu trabalho era de tal perfeição que chamou atenção da impretatriz Eugenia, esposa do Napoleao III, que em instantes virou a sensação da burguesia, e então, vendo que seu trabalho crescia, Charles fez sociedade com um investidor. A demanda por seus vestidos era tanta, que ele resolveu fazer um calendário de lançamentos, com os tecidos específicos e a cartela de cores para cada estação. Mas o melhor ainda estar por vir, foi o primeiro a apresentar as peças usando as modelos de carne e osso, não pelo manequim como de costume, e assim foi criado o desfile de moda. Depois de algum tempo, seu sócio resolveu desfazer a sociedade e nada o abalou, continuou trabalhando com seus filhos, e num piscar de olhos chegou a empregar 1200 pessoas na sua Maison.  Um pioneiro que hoje é conhecido como Pai da Haute Couture (alta-costura) e dos desfiles. Só de pesquisar na internet, já virei fã, e já desejei ser uma princesa para usar esses vestidos.. haha! É impressionante a riqueza dos detalhes, cada estampa, cada modelagem. Concordam que ele fez jus a toda essa consideração?


             Obviamente que, depois da criação sempre tem o aperfeiçoamento, então, na década de 60, o estilista espanhol Paco Rabanne, lançou a trilha sonora no decorrer dos desfiles. E pronto, um desfile completo, com cartela de cores, tecidos específicos para temporada, modelos, música, e peças de qualidade para o conforto do cliente.
           E ai, gostaram da aula de história da amadora aqui? Juro que depois da leitura me sinto uma guru fashion hahaha, queria saber se gostam desse tipo de textos no blog, pois ainda tenho muita coisa boa para contar!
Lais Ribeiro.

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