terça-feira, 1 de maio de 2012

Já deletou seu amigo hoje?


Por Lucas Nobre

Me deparei com este post no Twitter que me chamou a atenção. É do nosso chefão daqui do Cabide Fala, Fábio Dias. Espero que ele não me demita depois dessa!




Chega uma hora que você pega seu Facebook e Twitter, vê o número excessivamente alto de contatos e se pergunta: PARA QUÊ? Agora faxina ganhou sentido também em lista de “amigos”. Sim porque tal como na vida real, temos pessoas que podemos classificá-las como amigas ou, simplesmente, conhecidas.

Por que deixamos nossa lista de amigos ficar tão abarrotada de tanta gente desnecessária? Nosso desenvolvimento em redes sociais é similar à vida de uma pessoa:

APRENDEMOS – se nos interessa, procuramos saber tudo sobre o assunto. Se hoje se fala em redes sociais com grande naturalidade,  foi porque há um tempo atrás se investiu muito tempo para ensinar pelo menos o conceito. Lembra daquelas matérias “O que é internet?”, “O que é e-mail?”, “O que é Orkut?”... direto do túnel do tempo!

APLICAMOS – na real a palavra é “nos empolgamos”, ainda mais que estamos falando sobre redes sociais e Brasil. Conhecemos pessoa em um evento? Acha que no futuro ela pode ser útil? Ela é amiga de uma amiga e falei uma vez na vida?  Adiciona-se nas redes sociais, com raras exceções. Confesso: eu fazia isso. Qual minha penitência?

SELECIONAMOS – é aquela fase em que nos tornamos mais críticos, seletivos. Eu digo que networking é tudo, mas quando começo a ver minha timeline ficar poluída... faxina! Daí aquele contato de rede social que antes parecia interessante, agora não há uma razão para mantê-lo. Ação? “Unfollow” ou “Desfazer amizade”.  Bem dramático, não?

Justo quando eu estava querendo fazer uma faxina no Facebook, conheci um pessoal numa praça de alimentação de shopping e depois de um papo sem muito compromisso, cada um pegou o seu celular e veio a pergunta fatal: “Qual é o seu Facebook?”.  Eu seria visto não só como arrogante, mas também como bicho raro do zoológico se eu respondesse que a partir de agora eu só aceitaria no meu Facebook pessoas realmente amigas ou que eu convivesse no off line.

Só que não sou apenas eu que tenho esse posicionamento . Faz tempo que se observa esse fenômeno um tanto que peculiar que o mercado percebeu e, como não é bobo e nem nada, criou ferramentas para quem quer fugir do excesso de exposição das redes sociais tradicionais e não quer apelar para simples e meros Orkuts e Facebooks genéricos.

Estou falando em tipos diferentes redes sociais que, ao invés de agregar cada vez mais contatos, estão encontrando sua fórmula de sucesso limitando a sua rede de contatos. Geralmente focadas em aplicativos de celular, elas são ideais para que você compartilhe momentos de sua vida apenas com quem você realmente conhece e confia.

Path – o mais bem sucedido de todos. No início se vendia como uma rede social para amigos íntimos, limitando o número de contatos para 50. Hoje pode mais, mas ainda colocando limites.




GroupMe – a palavra-chave aqui é “grupos” de pessoas conhecidas. Disponível para iPhone, Android, BlackBerry e Windows Phone. Foi adquirido pelo Skype que, depois, foi comprado pela Microsoft.




Rally Up – apenas para iPhone e iPad. Tradicional combinação de microblog, como o Twitter, em que a pessoa pode compartilhar pequenos textos e fotos enfatizando a sua localização. Escolha bem seus amigos porque todos ficam sabendo onde você está pela geolocalização.




Shizzlr – para iPhone e Android, foca mais em criação de grupos com objetivo de fazer alguma coisa (ir ao parque, pizzaria, cinema, passeio) para que seus encontratos se encontrem na vida real usando o aplicativo como ferramenta.




É uma boa pedida para quem não quer fazer de sua vida um verdadeiro livro aberto nas redes sociais. 

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