sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Pedro Neschling: Ainda somos os Mesmos??


Por Rodrigo Ferraz


Como nossos pais. A referência de pais talentosos devem ter mexido com o nosso entrevistado: Pedro Neschling. Afinal seus pais, o maestro John Neschling e a atriz Lucélia Santos, são nomes super reconhecidos pelo seu trabalho. E o nome da canção de Elis Regina, que por sinal é o nome da atual produção... Mas apesar das claras referências, Pedro está mostrando a cada ano que passa seu valor, e ele que não se restringe a ser só ator, mostra nessa peça várias facetas. Ele produz, dirige, escreveu o texto e ainda atua... E olhem que legal, está inaugurando espaço novo na cidade de São Paulo, o Sesi Leopoldina! Vamos conferir agora uma entrevista com ele??
 
1-) Ator, Diretor, Dramaturgo... Multitalentoso, não tem como não começar perguntando alguma área te fascina mais?? O que te agrada em cada uma?

Quando comecei, minha primeira certeza era que queria dirigir. E eventualmente escrever minhas histórias.  A verdade é que me divirto muito com tudo que faço e só me envolvo em projetos que acredito que possa realizar direito. Não nego que tenho um encantamento maior pela direção, mas acho que estarei sempre me revezando em todas as áreas da cena. 
2-) A peça chama Como Nossos Pais, com pais tão talentosos, qual é a cobrança do Pedro para com o Pedro por causa disso? E a peça fala disso, não? Queria que você discorresse um pouco de como é na vida real e na peça...
A peça não tem nada autobiográfico. Surgiu de uma vontade de falar sobre a relação entre pais e filhos no palco, junto com uma vontade de falar sobre a grande diferença social no Brasil, onde temos muito ricos e muito pobres. Dessa reflexão surgiu minha história. E pensei que ambientando a ação num universo diferente do que a grande maioria de nós vive, conseguiria tratar de questões universais sem cair em qualquer armadilha de "terapia no palco". Acho que deu certo. Minha cobrança comigo é alta e normal, quero sempre fazer o melhor possível, mas nada por conta dos meus pais. Deles só tenho carinho e orgulho. 
3-) Não tem como não associar a peça a musica clássica na voz de Elis Regina, tem alguma relação?
Não, apenas tomei o título emprestado mesmo. Tem tudo a ver com a minha história. Acho a canção do Belchior linda, e adoro a belíssima gravação da Elis, mas não tem nada a ver com o espetáculo que fazemos.
4-) A maioria dos textos que você dirigiu são de dramaturgos jovens, como Jô Bilac, Daniela Pereira de Carvalho e até seus. Existe algum motivo especial??
Sim, gosto de trabalhar com temáticas contemporâneas, que dialoguem com o que penso em relação ao mundo e ao que produzimos de arte hoje em dia. E nisso acabo, na maioria das vezes, encontrando voz nos textos de meus colegas de geração, como os maravilhosos Jô e Daniela, que você citou. E acho que juntos nos tornamos mais fortes. 
5-) Finalizando... Que tal a responsabilidade ser o primeiro dramaturgo, diretor e um dos atores num espaço tão legal quanto o Sesi Leopoldina? Aproveite e faça um convite para os espectadores que estão lendo sua entrevista n’O Cabide Fala... 
É uma tremenda honra. O SESI é um grande apoiador da cultura e nos deram toda a estrutura para realizar esse espetáculo com toda a qualidade que sonhei. E  o mais bacana: eles oferecem esse espetáculo de forma gratuita a população. Estou muito feliz de estar inaugurando esse novo ponto de teatro em São Paulo e espero que traga sorte a ele, que tenha uma longa vida com muitos trabalhos interessantes por lá! E aproveito então a deixar o convite para todos os leitores que venham conhecer o Centro Cultural do SESI Vila Leopoldina e assistir ao nosso espetáculo até o dia 16 de dezembro.  
Onde e Quando?
Sesc Vila Leopoldina
  Até 16 de dezembro
  Sexta e sábado às 18h e 20h30
  Domingo às 18h
  Entrada franca


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