terça-feira, 15 de outubro de 2013

#Entrevista: Debora Olivieri conta de Rosa e outros papéis marcantes‏




Debora Olivieri é de aquelas atrizes ímpares que faz com propriedade qualquer personagem, e seu atual papel não é diferente.  Ela que desde 2011 está em cartaz com o monólogo "Rosa", de Martin Sherman, com direção de Ana Paz. Essa peça ficou boa parte em cartaz no Rio de Janeiro, a mesma lhe rendeu indicação para o Prêmio Shell e APTR de melhor atriz. A peça que fala bem mais do que Rosa, uma personagem riquíssima, fala da saga de sua família de sua mãe aos seus netos. Abaixo ela responde as perguntas d'o Cabide e uma pergunta de um amigo muito querido por ela, vamos a elas??


Sempre teve essa vontade de fazer um monólogo? A Ana Paz que te procurou não, como foi o convite??
Sempre tive vontade de montar um monólogo e nunca achava o texto ideal. Ai o texto bateu na minha porta com esse convite de Ana Paz que procurava uma atriz judia e por intermédio de um amigo em comum, Robert Guimarães acabamos nos encontrando.

Como judia, considera esse espetáculo uma homenagem?
Eu sinto que no fundo eu acabo homenageando meus antepassados já que a peça fala da ancestralidade da minha família. Minha avó e bisavo viveram e nasceram na mesma cidade que Rosa nasceu na Ucrânia.

Ficar tanto tempo em cartaz com uma peça, como atualmente você está é mais prazeroso? Por que a peça demorou tanto pra chegar a solos paulistanos??
Demoramos pra chegar aqui por falta de pauta que é muito difícil conseguir e por falta de patrocínio.  Conseguimos a pauta e não o patrocínio, estou bancando do meu próprio bolso porque acho uma peça necessária de se fazer e de se ver. Ainda estou captando e muito positiva de que vou ainda conseguir alguém que me de algum dinheiro. Tenho lei roaunet e proac. Mas esta muito difícil.

Em Despertar da Primavera
Despertar da Primavera, Floribella e Chiquititas fomentaram um publico infanto-juvenil no teatro e na TV, e você estava neles, como foi ter participado desses projetos?
Adorei trabalhar em todos eles individualmente. Cada um com sua própria linguagem e todos voltados para um publico jovem e interessado naquilo em seu respectivo momento. Adoro trabalhar para o publico jovem. Mas peça infantil não tenho mais prazer me fazer.
Marcelo Varzea
Pergunta de Amigo: Marcelo Várzea: "Agora, fazendo um monólogo dramático, como você imagina ser a experiência de um cômico. O que, na sua rotina haveria de ser adequado?”
Na minha rotina nada mudaria,mas talvez meu humor mudasse levando uma comedia aos palcos. Que sabe não seja esse um projeto novo. Vou estudar. O problema é achar um texto interessante e inteligente.

Em Rosa

O dia que raptaram o papa já encerrou uma curta temporada, a peça volta em cartaz? O que mais te motivou ao aceitar fazer esse espetáculo?
Aceitei o espetáculo porque queria muito trabalhar com Tadeu Aguiar e porque achei o personagem muito engraçado e não estava com nada no momento. Adorei fazer e não volta mais em cartaz. Foram deliciosos esses três meses fazendo o povo rir. Adoro.

E na TV, temos alguma novidade? Além de Terra Nostra que você já havia nos contado em seu PROFILE o quanto te marcou, que outros papéis no veículo mais te empolgaram?? 
Na TV não tenho nada por enquanto. Não vejo a hora de ter, adoro fazer TV e acho muito importante estar na mídia televisiva pra que o público do teatro venha nos prestigiar. Público adora ir ao teatro ver gente de TV. E fora que fazer TV ajuda a pagar as contas. Amei Semíramis de Guerra dos sexos. Adorei fazer uma novela tão especial com tão poucos atores. Éramos uma família e morro de saudades individualmente de cada um.

Nos bastidores de Guerra dos Sexos

ROSA
Teatro Faap. Seg, 21h; ter, 17h. R$60. 12 anos.

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