quarta-feira, 28 de maio de 2014

ENTREVISTA EXCLUSIVA com Cristianne Fridman, autora de "Vitória", próxima novela da Record


Autora de sucesso da Record, Cristianne Fridman estreia na próxima segunda-feira, "Vitória", sua quarta novela na emissora. No primeiro ano do Cabide, ela participou de um profile (link), agora volta ao site com uma entrevista exclusiva, onde comenta sobre a ideia da novela, metas de audiência, sobre a saída de Dado Dolabella,  entre outros assuntos. Além disso, responde a uma pergunta de Beth Goulart, imperdível! Confira abaixo!


Fabio Dias: As últimas novelas da Record tiveram um número menor de capítulos. Já trabalha como algum número? Como surgiu a ideia da sinopse de “Vitória”?  
Trabalho com o número de 180/200 capítulos. É um número padrão até de outras emissoras para um novela do horário nobre. Eu e minha equipe estamos dando tudo para que a trama se mantenha ágil, empolgante até o último capítulo! A ideia de Vitória surgiu porque eu amo os animais e adoro cavalos. Corrida de cavalo não é somente aposta. É um universo lindo! Os cavalos são verdadeiros atletas de ponta, incríveis! Os jóqueis e as joquetas são muito corajosos. Eles pesam cinquenta e tantos quilos e ficam em cima de um cavalo que pesa meia tonelada e atinge uma velocidade alta! Precisa ser herói, ter preparo para montar um animal destes.

Fabio Dias: Vidas em Jogo foi a última novela da Record com boa audiência, na época atingiu média geral de 12 pontos. As novelas substitutas não atingiram mais dois dígitos. A que atribui essa queda?  Trabalham com alguma meta nesse novo horário? 
No geral todas as emissoras perderam pontos no ibope nos últimos tempos. Talvez um somatório de fatores: novas mídias, a televisão a cabo... Não há nenhuma pressão da Record, nem me falaram em um patamar que eu deva alcançar em termos de ibope. Óbvio que eu gostaria – e muito! – que os telespectadores se apaixonassem por Vitória tanto quanto nós, profissionais envolvidos na novela, estamos apaixonados. E se isso acontecer, se todo dia às nove e quinze da noite, na tela da Record, essa paixão se realizar Vitória alcançará os dois dígitos. 



Fabio Dias: Após uma bem sucedida parceria em Chamas da Vida, Dado Dolabella foi escalado para ser um dos protagonistas de Vitória. No entanto, problemas nos bastidores levaram ao afastamento do ator da trama. Mudou algo na sinopse da trama? Como lida com essas situações inesperadas em uma obra aberta? 
A saída de um ator sempre gera mudanças na sinopse, nos capítulos. Não vai ser a primeira, nem a última novela em que isto acontece. Lido com isso como procuro lidar com tudo na minha vida: com coragem para transformar um tropeço em uma caminhada melhor.

Rodrigo Ferraz: Um horário novo, uma responsabilidade grande por tabela também, concorrer com novela das 21h sempre é difícil, com uma novela mais ainda, afinal é o mesmo publico, não? Como é esse desafio pra você? 
Só posso prometer uma coisa: vou brigar bastante, risos! Vou tentar, como dizem os jogadores e lutadores, dar o meu melhor!!


Rodrigo Ferraz: Incesto é um tema polêmico... Abordar isso logo na trama principal é corajoso, teme por isso? Você é uma teledramaturga acostumada a se arriscar... Quais temas que você abordou que considerou arriscado? E quais alem de incesto podemos esperar em Vitoria?? 
Não há incesto na novela. O que há é o uso do tabu do incesto para que o Artur se vingue do seu pai, Gregório. Artur seduz Diana, filha do segundo casamento de Gregório, e faz o pai sofrer achando que eles cometeram incesto. Gregório não sabe, mas Artur não é filho biológico dele. Portanto, Artur e Diana não são irmãos, nem meio irmãos. Não há incesto e isso fica claro no primeiro capítulo. Mas teremos alguns temas polêmicos como trabalho infantil, assédio sexual no trabalho, neonazismo, vício em remédios controlados... Já trabalhei em Chamas com um tema bem difícil e polêmico que foi a pedofilia. E também a inserção de um travesti na trama. Em Vidas em Jogo tinha uma personagem transexual, a Augusta (Denise Del Vechio).

Rodrigo Ferraz: Dona Anja era uma novela bem forte, com apelo sexual, ainda há mercado pra produções assim? Te empolgaria fazer um trabalho assim?? Foi baseada num livro, teria outro(s) que gostaria de adaptar? 
Nunca digo que não faria isso ou aquilo. Não tenho este desejo. Adoraria adaptar O Cortiço.

Daniel Miyagi: A teledramaturgia está com historias mais experimentais e ousadas. Tanto a Record (Pecado Mortal e Vitoria são ótimos exemplos) ou a Globo (Alem do Horizonte, Meu Pedacinho de Chão) estão apresentando produções que fogem às formulas clássicas. A novela, como produto, esta passando por um processo de transição? Como vê o atual momento? 
Nas minhas novelas sempre adorei estar o mais próxima possível da realidade dos telespectadores. Tenho consciência de que Vitória é uma obra de ficção, mas quem a assistir se identificará com os seus personagens, com as situações vivenciadas por eles. E, também, sempre procurei fazer tramas ágeis, cheias de viradas.


Rodrigo Ferraz: Chamas da Vida e Vidas em Jogo tiveram um mistério bastante marcante para que assistiu, teremos algum em Vitoria? 
Vou ter um quem matou que se resolverá muito rapidamente. Mas Vitória virá, sim, ao longo dos seus capítulos com muitos mistérios, que serão resolvidos sem grande demora.

Daniel Miyagi: A maioria dos seus personagens são amorais ou não maniqueístas quando se pensa que um personagem “é do bem”, ele nos surpreende mostrando seu lado 'maléfico'. Ao mesmo tempo, a atual sociedade tem seus extremos, com pessoas fazendo uma fala moralista conservadora, e outras fazendo atos que ficam bem tênue o limite do que é certo ou errado, alem do surgimento de novas minorias. Sua ultima novela Vidas em Jogo mostrou bem isso. Ao mesmo tempo, não podemos ignorar que temos ainda um publico grande que, ao assistirem uma novela, procuram pelo mocinho e vilão e às vezes acontece do vilão conquistar mais o publico do que o mocinho. Seus personagens refletem essa complexidade comportamental da sociedade contemporânea? E um autor de novela tem que passar alguma moral ou novela é apenas entretenimento? E a novela como produto teledramaturgico por quanto tempo ainda terá fôlego diante do fato de uma audiência significativa migrar para series nos canais pagos ou webseries próprias para internet? 
Novela é entretenimento, não acho que tenha que passar nenhuma moral. Gosto de personagens e tramas com as quais o público possa se identificar. Sou o que chamam de “autora popular”, risos. Acredito que há lugar para todas as produções: webseries, seriados nos canais pagos, telenovelas... É bom para o público que ele tenha opções para assistir e quando um trabalho cai na graça deste público, não importa onde ele é veiculado, as pessoas buscam e vão assistir.


Pergunta da atriz BETH GOULART 

BETH GOULART: Antes de mais nada quero dizer que admiro muito seu trabalho Cris, você consegue criar personagens complexos e simples ao mesmo tempo, mostra que ninguém é totalmente bom ou mau , os conflitos são ricos de possibilidades  e surpreendentes sempre. O que é uma Vitória para você?Você já conseguiu superar algum medo ou trauma em sua vida? O que você espera de sua nova novela "Vitória"? 
Obrigada pelo elogio, Beth, e saiba que a recíproca (triplicada, risos!) é verdadeira. Pra mim uma vitória é alcançar muitas vitórias mantendo a alegria, os valores, os amores. É não ferir, na batalha que se luta para obter a vitória, o que há de mais humano em cada um. Ainda estou batalhando muito para superar o meu medo de baratas: já consigo olhar para elas por dois segundos, mas em seguida grito e corro, risos! Espero que os telespectadores se emocionem, se divirtam com Vitória tanto quanto nós estamos nos emocionando e nos divertindo!

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