sexta-feira, 10 de julho de 2015

Um vazio se instaura com o fim de "Sete Vidas"

Por Fábio Dias



Desde já aviso que esse texto é apenas um desabafo. Mega afetivo.
Nele não contem números, nem razões, nem crítica, apenas sentimento.
Saudade.

Ainda faltam palavras, ainda falta aceitar que "Sete Vidas" chegou ao fim.
Queria mais, por isso escrevo. Quem sabe assim me liberto dessa linda história, me liberto do vazio que ficou.

Não estou nem conseguindo assistir "I Love Paraisópolis" que adoro.
Quem sabe escrevendo, eu aceito o fim, a despedida desses encantadores personagens que entraram em minha vida e ficaram por tão pouco tempo. É luto.
Acho que desde o final de "Avenida Brasil" não me sentia assim no final de uma novela.

Lícia que poder é esse de criar tipos tão apaixonantes, tão queridos? Poucas vezes se viu uma novela com tantos tipos. Queria estar no meio deles, ser amigo deles. Queria ouvir broncas da Laila, queria cuidar do Bernardo, brigar com o Pedro, consolar a Júlia, viajar com o Felipe, casar com o Luís, ops NÃO PERAA. haha

Eu não sou um cara de derramar lágrimas facilmente, raramente choro.
Tanta na vida real, quanto em filme ou novelas sou sempre seco.
Mas não me contive ontem ao ver Laila receber aquela caixa de presentes de Miguel.
Foi pra mim, a cena mais emocionante da novela. Foi real o drama. Foi bem construída a personagem, o conflito. Isso faz falta na dramaturgia.

Uma coisa que adorei em Sete Vidas foi que muitas soluções não tiveram diálogos. Elas simplesmente aconteceram com uma música ao fundo e na sutileza de alguns clipes. Laila não teve diálogo com Miguel após receber os presentes, Lígia também não ao se reconciliar com seu amado. Júlia e Pedro foram outros que se acertaram na troca de olhares e em um lindo beijo na última cena. Vale também destacar a cena em que mostra o início do romance entre Eriberto e Renan no cinema, foram alguns segundos, mas que muito disse. Tudo muito sutil e bonito.

Lembro que no começo, Pedro junto de Bernardo eram meus personagens favoritos. A relação entre os dois irmãos era tocante. Mas com o tempo Laila ganhou meu amor, após rir tanto com ela. Logo depois Luís ganhou minha admiração e torcida. E foi assim, um a um...

É confortante ver uma que Lícia é ainda tão jovem, e que muito ainda nos tocará com seu emotivo texto. Que venham novos personagens, novas histórias. E fica aqui a torcida para que seu retorno seja breve. Nos anos 90 eu ficava ansioso pelas próximas novelas de Manoel Carlos, nos anos 2000, João Emanuel Carneiro entrou nessa disputa, agora eu tenho mais uma autora para ansiar sua volta.

Por essa linda e inesquecível obra, registro aqui meu agradecimento à emissora, a Lícia, Jayme, Regina, Domingos, Débora, Ângelo, Jayminho, Isabelle, Michel, Thiago, Maria Eduarda, Guilherme e todos os envolvidos.

 

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