sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Juan Manuel Tellategui, diretor da peça "Hermanas son las tetas" fala com exclusividade de sua peça

Por Juan Manuel Tellategui


Diretor de "Hermanas son las tetas" também é ator. Nascido na Argentina, ele vive em São Paulo há 4 anos e comemora 20 anos de carreira com essa peça. Confira abaixo seu texto.

A peça Hermanas Son las Tetas narra as peripécias de duas irmãs atrizes em um ano de suas  vidas na tentativa de ressurgir do ocaso de suas carreiras. Quando crianças foram meninas prodígio, mas a glória que tinham conquistado ficou no cantinho da saudade e hoje vêem-se obrigadas a conviver, suportando-se e dependendo uma da outra.

A construção da peça foi por meio de um processo colaborativo junto com as atrizes Lauanda Varone e Liza Caetano, que vêm de trajetórias teatrais diferentes e toparam o desafio de construir as figuras opostas de Angustias e Magdalena.

Quando pensamos em abordar o universo do teatro a partir destas irmãs atrizes, uma série de opções como contextos possíveis de enunciação de discursos surgiram: teatro  comercial ou de pesquisa, dramático ou performativo, popular ou acadêmico.  


Ao olhar para o próprio fazer teatral e materializar cenicamente algumas das nossas inquietações, chegamos ao metateatro, mas também depoimentos pessoais das atrizes se entrelaçaram na historia, misturando ficção e realidade.

Durante o processo, as atrizes responderam às provocações da pesquisa a partir do seu próprio repertório, e isso fez com que o material surgido fosse de diferentes estilos teatrais. O nosso maior desafio foi fazer convergir, canalizando as propostas, fazendo-as dialogar na trama.

As personagens foram construídas a partir de contrapontos; elas  tentam defender sua visão de mundo ao longo da peça num convívio cheio de intrigas, invejas e segredos ocultos do passado.

Entre os materiais que impulsionaram a criação estão o pensador alemão Hans Lehmann, o dramaturgo russo Anton Tchekhov, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar, o diretor estadunidense Robert Aldrich e elementos da cultura pop.


Também participam na peça com suas vozes en off Dione Leal, Gustavo Ferreira, Joaquim Gama,  Rodolfo García Vázquez, André Latorre, Lucimar De Santana, Marina T. Francisco, Mauricio Mangini e Zécarlos De Andrade.

As boas vindas à peça está a cargo do locutor argentino Diego Herrera, grande amigo com quem já trabalhei anteriormente em rádio em Buenos Aires e também temos um performer convidado diferente em cada sessão: Rodrigo Sampaio, Will Nygma, Natã Queiroz, André Lino e Anita Lino, Régis Schazzitt, Danilo Oliveira, Eloy Nunes, Sávio Andrade, Alphio Solar, Glau Gurgel, Andrew Persí e Zé Alberto Martins.

Na iluminação estão Clara Caramez, Flávia Servidone, Osvaldo Steavnv e Warllem Martins e na produção temos o apoio incondicional de Aida Caetano, Isabela Mageste, Neiva Varone e Maciel Pires.

Hermanas Son las Tetas continua em cartaz até 25 de outubro na SP Escola de Teatro.


Hermanas Son las Tetas
Gênero: Teatro pós-dramático
Temporada: até 25/10/2015
Quando: Sexta e sábado, 21h30; domingo, 18h.
Duração: 50 minutos
Onde: SP Escola de Teatro (praça Franklin Roosevelt, 210, Consolação, metrô República, São Paulo, SP)
Capacidade: 45 lugares
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos




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