domingo, 8 de novembro de 2015

O que me marcou em I Love Paraisópolis‏

Por Rodrigo Ferraz 


I Love Paraisópolis teve seu último capitulo reprisado nesse sábado, e audiência média dessa novela foi bem boa, ainda mais se comparando com as anteriores, mas audiência não quer dizer nada se a trama não for boa.


Alcides Nogueira em conjunto de Mario Teixeira e sua equipe de colaboradores criaram uma trama sem barriga, fluida, jovial mas pra todas as idades, texto saboroso com muitos momentos de emoção, mesmo a trama tendo inúmeros personagens cômicos. A favela dos autores pode ter sido idealizada, um pouco utópica, mas TV também é sonho. Quem disse que os paulistanos que lá residem, junto com uma prefeitura com vontade de mudar, não faça de Paraisópolis um bairro dos sonhos?? Torço pra isso. A novela teve uma direção clipada da trama, era ágil e foi criativa.


Muito se falou que a trama foi de Grego, personagem de Caio Castro, de fato o personagem que sempre foi grande ficou maior sim, mas o grande destaque pra mim foi Leticia Spiller com sua Soraya. A atriz nas primeiras semanas tava um pouco acima do tom, mas logo diminuiu e fez de sua Soraya uma vilã que começou asquerosa e terminou a trama me deixando com dó, porém extremamente humana, o tempo a deixou mais humana ainda, Leticia que no começo forçava um pouco o "paulistês", antes do meio da trama já parecia uma tipica perua  paulistana sem ser over, as cenas de emoção com ela não foram poucas, ela e seu olhar vago no último capitulo foi doído e lindo, grande papel dessa que é das grandes atrizes da geração dela.


Outros destaques foram: Nicette Bruno com um personagem feito sob medida. Grande atriz, merecia esse papel, pena que não mostrou mais ainda o alzheimer de Isabelita, Tata Werneck deitou e rolou com sua Danda, como essa menina é incrivel, sou fã e nessa novela ela foi personal de tudo, Frank Menezes tinha nas mãos um personagem que tinha tudo pra ser mais do mesmo mas, ele deu um tom bem diferente para o seu Junior, Soraya Ravenle e Fabiola Nascimento super bem escaladas em papéis super populares sem cair no popularesco, Angela Vieira merecia um papel maior mas ela estava bem (como sempre).


Maria Casadeval interpretou Margot, ela que era mais que uma antagonista, nenhum momento foi vilã, mas era o contra ponto de Marizete, Bruna Marquezine, que por sinal conseguiu amenizar o sotaque carioca e fazer outra personagem nascida da favela, mas bem diferente daquele que havia feito em Salve Jorge. A atriz funcionou bem com seu par Mauricio Destri. Alexandre Borges foi pro caminho da caricatura mais uma vez, mas dessa vez um pouco mais comedido, que bom o Juju já era over no visual, e ele mandou bem. 


Ainda gostaria de citar outros, Caroline Abras teve um de seus papéis mais ricos da carreira e que bom ve-la brilhando na TV também. Claudio Fontana nem pareceu Claudio Fontana, mérito do sotaque impecável que imprimiu e nas suas cenas com Nicette Bruno, a tela ficava cheia de afeto.Ilana Kaplan com sua Silveria teve um dos personagens mais engraçados da novela, Jose Dumont teve grandes momentos com seu Expedito e finalizo elogiando o Javai do Babu Santana o don Juan do Jardim Colombo, o ator que é carioca foi dos que fez o melhor sotaque dos manos das quebradas paulistanas. Houve outras boas atuações mas essas foram as que eu mais gostei.


Totalmente demais vem aí, e a novela promete muito... Mas I Love Paraisopolis vai deixar saudades, pelo menos eu terei! E você??


***

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