domingo, 27 de março de 2016

Show beneficente em prol de Phedra de Córdoba emociona e ganha temporada no Teatro Oficina.

Por Ewerton Morais


Na noite de sexta-feira (25) foi realizado no Teatro Oficina o show beneficente “Phedras por Phedra” com o intuito de arrecadar fundos para a Diva da Cia Satyros e do cenário teatral paulistano. 

Phedra de Córdoba, atriz, dançarina e mulher trans nasceu em Havana, Cuba, em 26 de maio de 1938, passou por vários países e lugares até chegar no Satyros em 2003 passando então a ser a Diva da companhia e grande parceira do Diretor Rodolfo Garcia Vazquez. 

Sua trajetória na companhia contou com grandes sucessos em peças de cunho social e político, como "A Filosofia na Alcova", "A Vida na Praça Roosevelt", "Transex", "Hipóteses para o Amor e a Verdade”, "Cabaret Stravaganza", entre outras. Phedra se tornou importante no meio artístico por sua coragem e audácia. 

Phedra de Córdoba chegando ao espetáculo.

Em uma época onde a Praça Roosevelt era habitada pela prostituição e pelo trafico, Phedra chega para acrescentar arte e Teatro naquela região, convivendo e respeitando as diferenças, mostrou outro mundo para as travestis e transex que frequentavam aquela praça, ensinando o que sabia fazer (arte) e dividindo o palco com as mesmas. A partir de Phedra, passamos a ver mais trans no palco, passamos a aceitar mais as diferenças, a ponto de sentir necessidade de diferença no meio artístico.

Hoje em dia a grande Dama da Praça Roosevelt está com 77 (setenta e sete) anos e se encontra com a saúde bastante debilitada. Por conta disso, a classe artística se mobilizou e organizou o Show com o intuito de arrecadar fundos para o tratamento de Phedra de Córdoba. 

Essa mobilização resultou em um belo espetáculo dirigido por Robson Catalunha e Gero Camilo. A história conta a trajetória da Diva, desde sua infância em Havana, passando por sua juventude em uma companhia de dança e chegando ao Brasil. 

Maria Casadevall, Cléo de Paris e Paula Cohen e grande elenco na apresentação.
No show, a vida de Phedra  é interpretada e cantada pelas atrizes Maria Casadevall, Cléo de Paris e Paula Cohen, com participação especial de Celso Sim, Divina Nubia, Divina Valeria, Eugênio La Salvia, Hugo Carranca, Hugo Possolo, Luiz Gayotto, Luiz Pinheiro, Marcello Amalfii, Paola Pelosini, Rubi, Thiago Mendonça e o anfitrião Zé Celso.

Phedra mesmo com dificuldades fez questão de aparecer no evento e agradecer grandemente toda plateia e atores envolvidos. Ovacionada pelo público, a atriz cantou junto com os atores que relatavam trechos de sua vida. O show se encerrou no grande estilo Phedra de ser, ao som de Raul Seixas e em meio a lagrimas de agradecimento do elenco, plateia e da própia homenageada. 

Zé Celso Martinez, presidente e diretor artístico do Teatro Oficina assistiu o show ao lado de Phedra, emocionado e animado anunciou que o espetáculo irá ganhar temporada no Teatro Oficina.

Zé Celso e Phedra assistindo ao show

Fotos: Leekyung Kim

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