segunda-feira, 8 de agosto de 2016

ENTREVISTA: O autor Vincent Villari fala ao Cabide sobre "A Lei do Amor", a próxima novela das nove!

Por Equipe O Cabide Fala

  
O autor Vincent Villari está de volta no Cabide para falar exclusivamente sobre "A Lei do Amor", sua próxima novela que escreve com Maria Adelaide Amaral para o horário nobre. A trama estreia em outubro sucedendo "Velho Chico". Confira abaixo as curiosidades sobre a nova novela das nove nessa entrevista exclusiva que nos concedeu!

Fábio Dias: Primeira novela com Adelaide no horário nobre, como surgiu a sinopse e tramas de A lei do amor? Já tinham a ideia na gaveta quando surgiu o convite?
Adelaide tinha uma ideia seminal, que era a trama de Tiago e Isabela, os personagens de Humberto Carrão e Alice Wegmann. Como tínhamos apenas um mês para desenvolver a sinopse e entregar à direção artística, nos reunimos e, em um dia, criamos outras histórias e personagens em torno deste eixo central. Com o tempo e as mudanças de rota durante o caminho (primeiro, era pra ser uma novela das onze; depois, virou novela das nove; em seguida, houve o adiamento da estreia), estas histórias e personagens foram crescendo e adquirindo musculatura, e assim  chegamos à trama que temos hoje. 

Fábio Dias: Por que o nome A lei do amor?
Porque só o amor vai nos salvar. Amor não apenas no sentido romântico, mas como sinônimo de afeto, de se importar, de olhar ao redor, de sentir o sentimento dos outros, de cuidar de nós mesmos, dos outros, da nossa casa, do nosso meio ambiente, do nosso planeta, enfim.

Fábio Dias: Em entrevista anterior Adelaide nos disse que o tema/discussão dessa novela seria "o que nos une". Poderia nos detalhar como será discutido e abordado?
A base da novela será o desenvolvimento e a evolução das relações humanas: familiares, românticas, afetivas. E, como já foi dito acima, no desenvolvimento destas relações haverá um foco muito forte na maneira como as pessoas afetam e são afetadas umas pelas outras; cada pessoa é o resultado de todos os encontros que viveu em sua vida, traz consigo um pouco de todas as pessoas de quem gostou e estas pessoas também levam um pouco dela também. É esta rede de sentimentos que nos une que vai definir o tom da novela – e a identidade de nossos personagens.

Isabelle Drummond e Chay Suede serão casal apaixonado na primeira fase de ‘A Lei do Amor’

Fábio Dias: Com o adiamento da novela vocês tiveram um tempo para construir uma primeira fase. Mudou algo na mecânica/construção da trama? Como foi esse processo?
Este prólogo dura quatro capítulos e foi ótimo, porque a ideia inicial era mostrar os personagens explicando o que aconteceu no passado. Com a ideia de mostrar o que aconteceu, o que seria muito mais saboroso para o público e estabeleceria de cara uma ligação emocional com o público, ao contrário das racionais explicações, pudemos olhar para estes personagens como eles eram vinte anos antes e descobrimos coisas incríveis. Estes ficaram maiores e mais sólidos, o que nos trouxe ainda mais inspiração para os capítulos do presente. 

Fábio Dias: Ti-Ti-Ti e Sangue bom tiveram ótimos personagens e romances gay. E em A lei do amor terá?  Se sim, quais atores interpretarão?
Não haverá, a princípio, nenhum par romântico homossexual. Possivelmente, com o decorrer dos capítulos, criaremos algo neste sentido, mas isto vai depender fundamentalmente da resposta do público e da empatia dos personagens.

Cláudia vai viver ‪#Helô‬, uma galerista de arte que fará par com ‎Reynaldo Gianecchini‬ (Pedro). 

Rodrigo Ferraz: Sobre escalação de elenco, você tem atores que você trabalharia sempre? Quais do elenco da novela que você está trabalhando pela primeira vez?
É a primeira vez que escrevo pra Cláudia Abreu, e estou encantado. Com o Giannechini e o Zé Mayer é um reencontro, porque já escrevi para eles como colaborador em Da cor do pecado e A favorita. Ter a Cláudia Raia no elenco é sempre uma alegria. Assim como a Vera Holtz e a Regiane Alves. Mas vou parar enquanto é tempo porque, na verdade, todo o elenco é incrível e apaixonante. 

Rodrigo Ferraz: Ruth Raquel é o nome da personagem de Titina Medeiros, correto? É uma homenagem/referência à Mulheres de Areia?? Teremos outras homenagens/referências a novelas??
Eu criei a Ruty Raquel, assim denominada porque sua mãe era noveleira (e é muito comum encontrar pessoas cujos nomes foram dados pela teledramaturgia, tanto que a protagonista Helô assim se chama porque sua mãe quis homenagear a atriz Dina Sfat com a sua personagem em “Assim na terra como no céu”), e a Adelaide criou o senador César Venturini (Otávio Augusto), parente do Dom Lázaro de Meu bem meu mal. São pequenas e saborosas menções, que, no entanto, não estarão tão presentes como em Tititi e Sangue bom, afinal, o horário e o tom desta obra são diferentes.

Reynaldo Gianecchini surge loiro para viver Pedro

Edilson Lopes: Qual a diferença entre escrever um remake de sucesso como foi o caso de Tititi e se aventurar em uma trama inédita?
A diferença é que, se a novela inédita fizer sucesso, ninguém vai menosprezar: “Ah, mas refazer o que já foi feito é fácil”. Rapaz, isso dá uma raiva...

Edilson Lopes: Você e a Maria Adelaide têm se mostrado uma excelente dupla de trabalho. Como é o trabalho de redação final das novelas, e como é a relação com os outros colaboradores das tramas que vocês escrevem juntos?
Diferentemente de Tititi e Sangue bom, nas quais trabalhávamos cada um em suas casas, desta vez nos unimos mais. Eu vou à casa da Adelaide todas as tardes para escaletar a novela. Até o capítulo 40, nós mesmos redigíamos os capítulos com base nestas escaletas, eu pegava uma metade do capítulo e adelaide a outra; daí em diante, passamos a delegar a redação das cenas à nossa incrível equipe de colaboradores: Álvaro Ramos, Juliano Righetto, Letícia Mey, Marta Nehring e Rodrigo Amaral, que estão conosco desde Tititi, e Paola Prestes, que entrou agora. Cenas escritas, eu faço a primeira edição do capítulo, deixando-o no tamanho certo, passo para a Adelaide e ela faz a edição final.

Vincent Villari e Maria Adelaide Amaral

Rafael Barbosa: O texto de Sangue Bom era inspiradíssimo e seja no humor ou no drama, a novela sempre fazia refletir, pensar sobre questões como a fama, o apego ao dinheiro, consumo, preconceito, dentre outros. Em A Lei do Amor, agora uma novela das nove , imagino que isso se seguirá. Que discussões serão inseridas na trama, além da política presente no núcleo central? 
A nossa sinopse abre com uma frase do jung que define o que desejamos dizer: “Onde o amor impera, não há desejo de poder, e, onde o poder predomina, há falta de amor; um é a sombra do outro”. É este o conceito narrativo da história em torno do qual contaremos histórias sobre o que suscita o desejo de poder e quais as consequências de sua predominância. Este conflito entre o desejo de amar e o desejo de poder é a base da novela.

Rafael Barbosa: Você considera que uma novela deve obrigatoriamente levar em conta essa responsabilidades social de propor reflexão?
Obrigatoriamente, não. Mas, quando você narra uma história de relações humanas, entram em cena valores e conceitos éticos que se chocam devido a suas diferenças, e a reflexão surge naturalmente através desse embate de princípios: quem tem razão? com quem você se identifica? o que você pensaria ou sentiria se estivesse no lugar deste personagem?

Rafael Barbosa: O horário das nove anda oscilante, enfrentando dificuldades. Está preparado para uma possível rejeição da novela? A sinopse possui alguns caminhos alternativos, ou é só no ar mesmo para saber o que deve ser mudado?
Novela é obra aberta, é o trabalho da equipe e a resposta do público que vai nos alimentar e nos orientar quanto à melhor forma de contar o que pretendemos. mas estamos trabalhando com muito amor e esperamos que o público se contagie com essa energia quando vir o nosso trabalho no ar.

Fábio Dias: Pra você, qual é a lei do amor? 
É demonstrar seu afeto e aceitar o afeto do outro. Afetar e ser afetado. Parece tão simples. Mas não é. E, estranha e lamentavelmente, tem sido cada vez menos.


Sobre a novela
A trama começa nos anos 1990, quando o casal principal é separado por uma série de armações. Chay Suede vive Pedro, o mocinho rico, e Isabelle Drummond interpreta Helô, a mocinha humilde. Na segunda fase, com uma passagem de tempo de 20 anos, Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu assumem os personagens. 

A mãe de Helô sofre de doença terminal e o pai - Jorge (Daniel Ribeiro) - é demitido por Fausto Leitão (Tarcísio Meira), um empresário inescrupuloso do ramo da tecelagem e pai de Pedro. Desesperado, Jorge tenta assaltar a fábrica, mas é preso e morre na prisão. Vera Holtz interpreta a madrasta de Pedro, que consegue separá-lo de Helô. Desiludido, o protagonista vai viver em seu veleiro, fora do Brasil, e só retorna 20 anos depois, reencontrando Helô casada e mãe de dois filhos.

Cláudia Raia, José Mayer, Thiago Lacerda, Camila Morgado, Grazi Massafera, Tuca Andrada, Ricardo Tozzi, Regiane Alves, Heloísa Perissé, Humberto Carrão, Ana Rosa, Mila Moreira, Otávio Augusto, Isabella Santoni, Alice Wegmann, Maria Flor, Pierre Baitelli, Emanuelle Araújo, Danilo Granghéia e Denise Fraga são outros nomes do elenco. 

A Lei do Amor tem direção artística de Denise Saraceni, a estreia será no dia 3 de outubro.


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Sobre os entrevistadores







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