terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

#Entrevista com Marcelo Varzea

Por Rodrigo Ferraz


O ano de 2018 promete ser de muito trabalho pra Marcelo Varzea, ele começou em cartaz com Michel III em que dirigiu, estreará seu primeiro monólogo (que também escreveu): Silêncio.Doc e tem outros trabalhos engatilhados. Na entrevista a seguir você vai ver ele falando sobre isso e outros momentos da sua carreira.

Este é seu primeiro solo. Como foi o processo de ensaio, em seu primeiro monólogo e escrito por você?
Esse é o meu primeiro solo. Estou achando tudo muito diferente, não sei se é por ser um solo ou por ser um texto meu ou ambas as coisas.


Como foi a confecção do texto?
Comecei a escrever o texto porque tinha um jogo de palavras na minha cabeça. Julia (Spadaccine, autora do Rio de Janeiro) me deu a dica. Ela disse senta, coloca uma palavra e o resto vem. Na época fumava e escrevi "Silêncio", por isso que a peça chama Silêncio.Doc. Antes do cigarro acabar já tinha elaborado esse jogo de palavras no papel, ou seja, não foi um processo elaborado, aconteceu. Um ano e meio depois, olhei e escrevi a última página.

Você teve a intenção de encena-lo?
Não tinha a menor intenção, mas foi um exercício de escrita, como dizia a Julia eu tinha facilidade com as palavras. Naquela época não acredita e não me cabia a profissão de autor. Anos depois encontrei Marcio Macena, que conhecia o texto e ele me perguntou se poderia montar o texto. Aceitei, mas não imaginava atuar nele, e em seguida, veio o convite de fazermos algo nas Satyrianas, mudei de ideia lá estava eu em cena na primeira leitura encenada do texto.

Você já trabalhou com diversos diretores e também dirige. O que cada um te acrescentou como ator e diretor?
Na arte assim como na vida cada encontro é uma experiência única. A troca se estabelece sempre quando ambos estão disponíveis. Trabalhei diretores ditadores, àqueles que impunham uma estética e seu modo de olhar: é um processo sofrido. Outros, não tão geniais conseguiram ver em mim várias qualidades para desenvolver um personagem, outros que trabalharam de igual pra igual; assim fizeram eu crescer como ator. Como sou diretor, gosto muito de dirigir ator sei que a cabeça de um ator é um paraíso e um inferno ao mesmo tempo você conduzir essas pessoas para o melhor que elas possam dar individualmente e naquele coletivo é um trabalho muito legal.


Vamos falar agora de Michel III. Como foi dirigir o espetáculo? Como foi a primeira temporada e o que você espera da segunda??
Michel III surgiu de um convite do Isser Korik e do Ian Soffredini para participar de uma Mostra de Dramaturgia chamada "Berçário Teátral". Escolhi muito bem o elenco(modéstia parte), porém a verba mal dava para pagar os atores e a produção do espetáculo. A principio, a peça não seguiu como pensei no começo, mas logo no primeiro ensaio vi que a peça cairia melhor em tom de comédia como a revista, a farsa e o circo. O publico se identificou independente sua ideologia politica. A peça foi um sucesso, então fomos convidados para voltar em uma temporada no Teatro Folha às quartas e quintas à partir de março.


Citarei alguns trabalhos seus, cite o que eles tiveram de relevante:

Ópera do Malandro (peça): Foi um marco da minha carreira. Não fazia musicais desde 1991. Naquela época fiz muitos musicais com o Oswaldo Montenegro. Ópéra era um musical grande, não imaginava que ganharia o protagonista numa época que o musical tava começando a bombar. Depois disso, tirando o Relax (do Wolf Maya) e  Segundas Intenções houve um grande intervalo e voltei a fazer musicais como  fiz essa década.

Força de um Desejo (novela): Estava fazendo a minIssérie Chiquinha Gonzaga, quando me convidaram para fazer Força de um Desejo. Minha primeira novela inteira na Globo,era uma novela linda escrita por Alcides Nogueira e Gilberto Braga. Fazia parte do núcleo cômico, Urbano era o nome do meu personagem,  contracenava com frequência com o Daniel Dantas e a Louise Cardoso.

Malhação: Foi bem emblemático, pois me identifiquei em algumas passagem. Era o pai da Alice Wegmann e da Pietra Pan. Até hoje anos depois de ter feito o Lorenzo sou reconhecido pelo personagem.

Rock'n Rio, o musical (Teatro): Recebi o convite logo depois de Malhação. Era um professor de história que saía do armário no fim da história, fã da Shakira, hilário! Ver como que tecnicamente o teatro musical evolui foi muito legal.

A Lei do Amor (novela): Fiz outros trabalhos com o Alcides Nogueira, além de Força de um Desejo, alguns com a Maria Adelaide Amaral, que escrevia a novela. Vivi o delegado Celso, tinha feito teste para outro papel, não passei mas ganhei esse, um papel pequeno frisaram isso e a Adelaide frisou que ela me queria muito nesse papel, e um papel pequeno explodiu .

Ainda tem novidades na carreira pra esse ano?
Sim, escrevi um monólogo pra uma mulher. Uma personagem bem amarga, estreio nova temporada de O Negócio na HBO, tem a série Toda Forma de Amor Vale Apena do Bruno Barreta no Canal Brasil, tem uma série em canal fechado que não posso falar por questão de contrato bem bacana.Alem das peças que já falamos viajo aos fins de semana com o musical da Bossa Nova. E em breve começarei a ensaiar A Porta da Frente, texto da Spadaccine com o Roney Facchini e Sandra Pera e mais algumas pessoas que não estão fechadas. Vida agitadíssima!


SERVIÇO
Silêncio.doc,
Auditório MuBE 
Temporada: de 20 de fevereiro a 8 de maio
Terças-feiras, às 21
Ingressos: R$20/R$40


“Michel III – Uma Farsa à Brasileira”
Reestreia: 07 de março de 2018
Temporada: 26 de abril de 2018
Quartas e Quintas-feiras, às 21h
Ingresso: R$15/R$30,00 (setor 2) e R$20/R$40,00 (setor 1)

P.s.: As fotos que ilustraram a entrevista foram tiradas por Naava Bassi que tirou de momentos da peça Silêncio.Doc

***
Sobre o entrevistador

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela sua participação e presença! Volte sempre!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...