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Qual o futuro da telenovela? Continuar a ser novela!



 por Lucas Nobre

Nosso convidado para o post VIP de hoje é o jornalista gaúcho Lucas Nobre. Figura sempre presente nas redes sociais, ele se prepara para lançar a biografia sobre Neusinha Brizola em parceria com Fábio Fabrício Fabretti ( um dos autores do livro "40 anos de Gloria" com Eduardo Nassife). Lucas foi um dos roteiristas selecionados na Master Class 2 (curso de roteiro ministrado por Aguinaldo Silva) no Rio de Janeiro. "Nobrezito", como prefere ser chamado, se dedica a escrever e também ao mundo empresarial.



Quem já passou pela experiência de fazer uma monografia (ou trabalho de conclusão de curso) sabe que é necessário abrir mão de alguma coisa por melhor gestora do tempo que a pessoa seja. Com dor no coração, coloquei telenovelas na lista. Aguentei uma semana apenas e entrei para o time dos que olham os capítulos pela internet. E não é que gostei? Há três anos é assim.

De vez em quando me dou ao luxo de acompanhar as tramas do mesmo jeito que milhões de brasileiros fazem religiosamente há anos. Só que hoje, 22 de setembro de 2011, completa um mês que voltei a ver novela no horário em que ela é exibida. Isso é um recorde pessoal. E o motivo se chama Fina Estampa
Pelo visto não foi só eu quem voltou a ter este hábito. Li uma notícia na coluna Outro Canal de que a atual novela das oito (se atualizar é preciso, mas ainda não consigo chamá-la de “das nove”!) está por atingir os patamares de audiência que não são vistos há pelo menos três anos. Isso pode ser interpretado como uma “Operação Resgate”... de público? Talvez.
Eu tenho uma teoria, daquelas bem simples de elaborar, explicar e entender: pode-se tentar vender uma trama como “inovadora”, investir milhões em melhorias técnicas, caprichar na fotografia, cenários, produzir figurinos impecáveis e ter locações no Azerbaijão... mas no fundo, o público só quer mesmo é ter uma novela. Ponto. Nada mais. Para que complicar ou tentar reinventar a roda? Inovar é bom sim, mas querer mexer na estrutura do folhetim tradicional é perigoso. Exemplos não faltam.   


Faço um desafio para você: liste cinco tramas recentes que começaram querendo se mostrar como “diferenciadas”, passaram por apuros na audiência e, no fim das contas, tiveram que recorrer aos velhos artifícios folhetinescos para fazê-las encontrar o caminho do sucesso. Tá certo que algumas conseguiram apenas o da dignidade, essas também valem.
Passei a acreditar mais nisso - a de que o público estava com saudades do velho e infalível novelão assumido - no capítulo de 7 de setembro de 2011. Naquele dia a minha timeline no Twitter não deu conta de atualizar a tag #finaestampa de tanto que se comentava sobre a novela no microblog com a cena em que Griselda (Lília Cabral)  desmascarava o filho Antenor (Caio Castro) na Mansão dos Velmont. Quer algo mais folhetinesco? Isso foi um elogio.

Não tenho o objetivo de fazer uma análise dos trinta dias da turma do Jardim Oceânico até porque quem sou eu para fazer isso? Eu havia prometido que não iria escrever a respeito do atual sucesso de Aguinaldo Silva por vários motivos. O maior deles é que estou mais para um torcedor do que para telespectador de Fina Estampa. É melhor assumir uma postura como a minha do que deixá-la velada (esse foi um momento #ficaadica para colunistas “especializados” em televisão).  
E aqui estou eu, quebrando minha promessa. Quem me conhece ou for buscar alguma referência minha para entender o porquê de eu seguir essa linha no meu texto, esclareço que isso não faz eu deixar de ser um homem de palavra, de Fina Estampa e de Nobre nome. Na verdade eu só quero manifestar o meu desejo de que o gênero telenovela evolua, inove, cresça... mas sem deixar de ser, em sua essência, novela!
Você pode encontrar o Nobrezito no:

Fotos: 
Fonte: Alex Carvalho / Divulgação Globo
Francisco Patrício

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