Espaço para anúncio

Responsive Advertisement

Viva Nicette Bruno

 Por Rodrigo Ferraz



O cabide está em recesso, mas precisava fazer uma homenagem à Nicette Bruno. Hoje, 8 de janeiro de 2021, Nicette faria 88 anos, esses muito bem vividos.

 A atriz iluminou as artes cênicas do Brasil até o último ano de sua vida, emendando as novelas das 18 horas “Órfãos da Terra” e “Éramos Seis”.  Na primeira viveu Ester, uma judia Ortodoxa num núcleo cômico adorável. Já a segunda, foi uma grande homenagem à atriz que interpretou Dona Lola na versão que a TV Tupi produziu nos anos 70. No remake da Rede Globo, deu vida à Madre Joana.  



Faço esse post pela importância que Nicette teve no cenário Nacional.  Desde muito nova, já fazia teatro. Teve algumas companhias, cuidou do Teatro Paiol, administrado por sua família.  Foi o nome mais forte nessa dinastia cultural familiar, desde os tempos de sua avó. Ela, que  era o símbolo da avó do Brasil, também teve filhos e netos artistas. 

Sempre muito generosa,  Nicette nos deu uma entrevista em um profile memorável aqui no Cabide, assim como boa parte de sua família. Atenciosa, a atriz era o que transparecia na maioria dos seus papéis, não à toa fez tão poucos personagens de caráter duvidoso e quando os fez, também se destacou. Um exemplo foi a Úrsula de “O Amor Está no Ar”, escrita por Alcides Nogueira, que também deu a ela papéis importantes no teatro. 



Um dos grandes momentos de Nicette nessa década foi em  “ I Love Paraisópolis” (também escrita por Alcides Nogueira), em que viveu Isabelita, a mãe da vilã Soraya, interpretada por Letícia Spiller. A personagem era diagnosticada com Alzheimer, o que significou cenas emoci⁶onantes e importantes. 

Infelizmente, no último dia 20, essa grandiosa dama saiu de cena, graças à doença maldita que é a Convid-19. Seus filhos: Bárbara, Paulo e Beth fizeram uma corrente de oração para ela e todos os convalescentes. Eles não perderam a fé em nenhum momento, assim como Nicette não deve ter perdido. 

Mulher de fibra, mesmo  com perda de seu grande companheiro, Paulo Goulart, não deixou de trabalhar. Menos de um ano depois, lá estava ela na novela Joia Rara. 

Com sua dicção perfeita e sua expressão corporal sempre muito precisa, a atriz brilhou tanto na telinha quanto nos palcos. 

Nicette deixa saudades em uma legião de fãs que não poderá comemorar seu aniversário. Fica então registrada aqui essa singela homenagem a ela. 

Uma eterna salva de palmas por seu talento e sua amabilidade. Viva Nicette Bruno!


Postar um comentário

0 Comentários