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Juca de Oliveira, perdemos um gigante

 Por Rodrigo Ferraz

Com Juca depois de "Rei Lear"


Juca de Oliveira era daqueles artistas gigantes! Superlativo mesmo, ator e dramaturgo criava e o deixavam usar seu corpo em criações o transformando um dos atores mais polivalentes que o país já teve, uma prova disso foi a última vez que o vi no teatro em 2014 vivendo Lear e vários outros personagens de "Rei Lear" de Shakespeare, era um monólogo em que ele saboreava cada momento. Dramaturgo importante da cena brasileira, minha primeira peça adulta como espectador foi uma obra dele "Caixa 2" que ele havia escrito e participado como ator, provocador sem perder o humor quando escrevia, a peça não só me marcou, como marcou muitos, até longa metragem virou.

Foram mais de 60 espetáculos em alguma dessas funções, começou na EAD onde contracenou com Aracy Balabanian parceira constante na carreira, foi para o TBC onde fez peças marcantes como "A Semente", "O Pagador de Promessas", "Eles não usam black tie", "A Mandrágora", "Um Edíficio chamado 200", "Corpo a Corpo" foi seu primeiro monólogo,  sua primeira peça como dramaturgo foi "Baixa Sociedade" que esteve em cartaz até pouco tempo novamente, mas escreveu diversas outras. Seu momento mais marcante no cinema foi ao lado de Raul Cortez em "O Caso dos irmãos Naves" de Luis Sergio Person. 

                                                    com Aracy Balabanian

Juca na tv protagonizou a novela "Nino, o italianinho", ele era o Nino, ao lado de Aracy, viveu o primeiro João Gibão de "Saramandaia", voando pela cidade de Bole Bole, o super culto professor Praxedes em "Fera Ferida", viveu o asqueroso Agenor de "Torre de Babel", com doutor Albieri foi o criador da novela que leva o nome de sua invenção "O Clone", viveu um homem controlador em "Mad Maria", o boa praça Alberto de "Queridos Amigos" em que era disputado por Fernanda Montenegro e sua grande parceira Aracy Balabanian, fez vilões odiáveis com João Emanuel Carneiro em "A Cura" e "Avenida Brasil", seus últimos momentos na tv ele também fizera vilões em "Além do Tempo" e em "O Outro Lado do Paraíso". Teve momentos marcantes também em: "A Fabrica","O Semideus", "Espelho Magico", "Ninho da Serpente", "Os Ossos do Barão", "Amazônia de Galvez à Chico Mendes" e "Flor do Caribe". 

Era um ator gigante, um dramaturgo de mão cheia e de um vigor que nos fará admirar para a eternidade!

                                           Juca voando na cena antólogica de "Saramandaia" 

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