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Homenagem: em pleno recesso d'O Cabide Fala tivemos muitas perdas...

Por Rodrigo Ferraz

Durante o período em que O Cabide Fala esteve em recesso, tivemos muitas perdas na arte e na cultura. Muita gente faleceu, seja pela covid ou não. Por essa razão, nessa retomada, não poderíamos deixar de lembrar dos que partiram. 

Por aqui já falamos da inesquecível Nicette Bruno e de um dos maiores militantes do teatro: Michel Fernandes. Mas não foram só eles. Listo os nomes de quem mais senti a perda nos últimos dois anos.


Tarcísio Meira, nosso maior galã, rei da teledramaturgia. Também reinava nas telonas e nos palcos. Nos cedeu uma entrevista linda quando ganhou o prêmio Shell. 



Um dia antes de Tarcisão nos deixar, o gênio Paulo José também o fez. Ator dos tipos mais versáteis, era também um diretor gigante. Deixou 4 filhos, todos ligadas à arte.



O compositor Aldir Blanc, que entre outras músicas, compôs: "Dois pra lá, dois pra cá" e "Resposta ao Tempo". Faleceu e inspirou uma lei a favor dos artistas em tempos de Covid. Foi no início da pandemia em 2020.



No ar na reprise de Paraíso Tropical, Daisy Lúcidi foi a primeira atriz vítima da pandemia no Brasil.



Paulo Gustavo, referência no humor, foi militante até o último minuto da vida dele, não com bandeira em punho, mas com atitudes, como decidir ser pai junto com o companheiro Thales Bretas. Vítima de Covid, ele doou 500 mil reais em oxigênio. 



Flávio Migliaccio tinha ganhado um prêmio APCA por sua atuação em Órfãos da Terra em 2020, mas isso não foi o suficiente para ele continuar com vontade de viver.



Gésio Amadeu, irradiava afeto por onde passava, nos concedeu uma entrevista linda com a mulher quando eles faziam a peça "A Última Sessão". Sempre carismático, foi mais uma vítima da Covid-19 em meados de 2020. 



Marília Mendonça, era talvez a voz mais bem sucedida do Feminejo,  foi mãe em 2019, mas infelizmente no dia 5 de novembro de 2021, foi vítima de um desastre de avião. 



Chica Xavier lutava contra um câncer no pulmão, mas não resistiu e faleceu em 2020. Figura marcante nas telinhas, também produzia teatro.



José Mojica Marins, muito mais conhecido como Zé do Caixão, deixou inúmeros filmes como ator e também como diretor. Broncopneumonia foi a causa de sua morte em fevereiro de 2020.



Leonardo Villar, um dos atores mais versáteis do país, se despediu em 2020. Ele que foi o primeiro Zé do Burro em Pagador de Promessas. Fez a França aplaudir por minutos a fio a exibição do filme em Cannes.



Também em 2020, depois de uma luta brava contra um câncer, a atriz Rosaly Papadopol, um dos grandes nomes do teatro nacional, morreu aos 64 anos. Pouco depois de sua morte, ela pôde ser vista na reprise da Malhação de 2009 no canal Viva, em que viveu a avó da protagonista vivida por Bianca Bin.
 


Doutor Victor talvez tenha sido o personagem mais marcante de Sérgio Mamberti no seriado "Castelo Ra Tim Bum", ele, que emendou uma peça atrás da outra nos últimos anos, nos deixou em 2021 devido a uma infecção pulmonar. 



Um infarto fatal nos levou Moraes Moreira em 2020. Era um cantor ímpar e um guitarrista marcante. Não tinha como não cantar seus sucessos.



Em 2021, mesmo no hospital em que estava internada, Eva Wilma trabalhou. A atriz de incontáveis trabalhos bem sucedidos tinha feito uma peça em que ela cantava enquanto seu filho a acompanhava com instrumentos musicais. Foi seu último momento no tablado.



Eduardo Galvão tinha só 58 anos quando 2020 o levou. No momento, o Viva reprisa Paraíso Tropical em que ele faz uma participação. Bom Sucesso foi seu derradeiro trabalho.


No mesmo 2020, Ana Maria Braga perdeu seu maior parceiro, Tom Veiga, que dava vida ao inesquecível papagaio Louro José. Ele foi encontrado morto no seu apartamento.



Luis Gustavo, ator que fez tipos inesquecíveis como Beto Rockfeller, Mário Fofoca, Victor Valentin, Vavá... Também nos deixou em 2021. 



Mila Moreira, que foi esposa de Luis Gustavo, também faleceu no ano passado. A atriz era figurinha frequente nas novelas de Cassiano Gabus Mendes e Maria Adelaide Amaral.



O Brasil perdeu um dos seus maiores teledramaturgos, Gilberto Braga, falecido aos 75 anos. Colecionador de sucessos, ganhou um documentário póstumo (e muito bom) do GloboPlay. A mesma Paraíso Tropical que citamos aqui como um trabalho dos atores Daisy Lucidy e Eduardo Galvão foi escrita por ele e Ricardo Linhares. Ano que vem ele completaria 50 anos de casado com Edgar Moura Brasil, viúvo. 

É claro que há outros nomes e só citei brasileiros. 

Fica aqui registrada a homenagem do cabide a todos esses saudosos artistas. 

Que 2022 venha mais leve!

***

Sobre o autor

Autor: Rodrigo Ferraz

Paulistano, diretor, ator, produtor e jornalista. Sua fome de cultura faz ele transitar nas mais diversas áreas, sem abrir mão de ser também público de teatro, televisão e cinema. Acredita que a cultura salva. 



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