quarta-feira, 21 de agosto de 2019

“Por amor” pelos olhos de hoje

Por Rafael Barbosa


A atual reprise do clássico “Por Amor” no “Vale a pena ver de novo” está bombando. Na última semana, foi exibida a sequência antológica em que a vilã, Branca Letícia de Barros Motta (Susana Vieira), enfrenta Isabel (Cássia Kiss), a esperta amante de seu marido. A novela foi parar no topo dos assuntos mais comentados da rede. O trabalho magistral das atrizes e o texto brilhante foram devidamente exaltados. 

Muito se questionou essa reapresentação, pelo número de reprises anteriores, sendo que fazia pouco mais de um ano desde a última, em dezembro de 2017 no Viva. Mas a escolha acabou se revelando das mais acertadas. 

A novela apresenta a excelência da dramaturgia de Manoel Carlos, que estava no auge, traz um elenco primoroso, é bem dirigida e o enredo é instigante o suficiente para prender a atenção, emocionar e gerar debate em qualquer tempo. Não deu outra, pela quinta vez, “Por amor” é sucesso e vem alcançando excelentes índices de audiência. 


Novos olhares
O sucesso dessa nova reprise é simbólico porque, além de mostrar a força da telenovela em tempos em que se questiona a qualidade e criatividade das tramas, revela que o distanciamento promovido pelos espaços de tempo entre uma exibição e outra, altera e renova as diversas percepções do público sobre os temas, conflitos e personagens que a história apresenta. 

Quando “Por amor” foi ao ar pela primeira vez, eu tinha apenas quatro anos. A trama faz parte das minhas lembranças mais remotas. Depois disso, vieram as reprises, mas, por um motivo ou outro, nunca consegui acompanhar nenhuma integralmente. Até então, além de pesquisas a respeito, só tinha visto cenas, sequências e capítulos isolados. Sendo assim, a reprise atual tem aquele sabor de novidade para mim e têm sido uma experiência muito prazerosa acompanha-la. É possível se surpreender e se encantar a cada capítulo. 

Sinto que esse sentimento é compartilhado, tanto por quem já viu antes ou por quem, como eu, está vendo pela primeira vez. Diante disso, nas linhas abaixo, busco apontar algumas das novas percepções que a reprise possibilita, que são minhas, mas que pelo que tenho visto, em especial na internet, também são as de muita gente. 


O mundo mudou mesmo, e que bom!
Em “Por amor”, em quase todo capítulo podemos ver personagens femininas discorrerem sobre a falta de fidelidade dos homens e sobre o papel submisso da mulher, encarando isso como “normal”. Ainda que as mulheres do universo ficcional de Maneco sejam as mais fortes, há um conformismo por parte delas em relação à essas questões. 

A sociedade retratada na novela evidencia o machismo da época na qual a história se passa, em que o homem ocupa um lugar de privilégio e isso não é questionado, pelo menos não como é hoje. A grande maioria dos personagens, masculinos e femininos, em maior ou menor grau, são machistas. O enredo não se posiciona claramente contra ou a favor do machismo. Sem julgamento de valor, o texto apenas se concentra em fazer um retrato da sociedade, o que inclui esse tipo de mentalidade comum naquele tempo. 

É preciso ver a novela com os olhos do passado. É um exercício interessante para entender o quanto isso era naturalizado e refletir sobre o quanto os comportamentos e pensamentos se modificam ao longo do tempo. Algumas cenas, diálogos e até alguns perfis de personagens são encarados de outra maneira nos dias de hoje. Para ilustrar isso, pode-se utilizar como exemplo o casal Marcelo (Fábio Assunção) e Eduarda (Gabriela Duarte). 


Hoje, o público ainda pediria a morte de Eduarda?
Sabemos que Eduarda foi duramente rejeitada pelo público na exibição original de “Por amor”, tanto que exigiram a sua morte na internet. Confesso que pelo que me lembrava e por algumas das cenas e capítulos isolados que vi da novela, sempre compreendi essa rejeição, porque realmente Eduarda faz questão de ser insuportável em vários momentos da trama. Mas agora, acompanhando o todo, fica claro que Eduarda foi injustiçada e que é uma das grandes personagens da trama. 

Além de muito bem interpretada por Gabriela, que se entrega intensamente às cenas, Eduarda é muito bem construída. De menina mimada, insegura e pedante ela amadurece diante dos nossos olhos até se tornar uma mulher forte, decidida e corajosa, ainda com defeitos, mas disposta a revê-los. Me surpreendi ao ver que ela, apesar de certa fragilidade alardeada no início, é a única mulher na novela a questionar a naturalização da infidelidade masculina e os privilégios que são atribuídos aos homens. Ela desafia as estruturas. 

É bonito vê-la, mesmo ainda amando o marido, enfrentando todos, inclusive a mãe, que lhe aconselham a perdoar a traição de Marcelo e reatar o casamento, como se o que ele fez fosse apenas um deslize “completamente compreensível” pela condição de homem dele. Todos inclusive, chamam-na de “louca” e inflexível. É bonito vê-la defender o direito de se sentir ultrajada e de não aceitar ser tratada com nada menos do que amor e respeito. 

“Eu acredito que é possível mudar por amor. Eu mesma mudei por amor. Por amor à mim”, diz Eduarda em uma das cenas de reaproximação com Marcelo. Essa fala, dita por uma personagem feminina que tem uma trajetória tão bem desenvolvida como a de Eduarda, tem um significado muito forte em meio ao machismo fortemente presente no universo da novela. 


O mocinho odiado
Se por um lado é possível se encantar e torcer por Eduarda, por outro, Marcelo chega a despertar repulsa. Eu sabia que ele era mimado e arrogante, mas vendo essa reprise, pude ver o quanto Marcelo é egoísta, mesquinho, grosseiro, agressivo, vaidoso e até cruel. É o que alguns chamam hoje de “boy lixo”. 

A relação dele, tanto com Eduarda como com Laura (Viviane Pasmanter), reúne várias características de um relacionamento abusivo. É incrível pensar que em 1997, o personagem não causou a mesma revolta no público, afinal, não foi a morte dele que foi exigida na internet. 

Não gosto muito das definições de “mocinho” e “vilão” em uma novela como essa, acho que os personagens muitas vezes transcendem essas categorias, mas Marcelo, tecnicamente o protagonista romântico, consegue ser mais odiável que a megera mor da trama, sua mãe, Branca Letícia. Apesar do trabalho competente de Fábio Assunção, Marcelo não desperta empatia alguma. Poderia haver um final alternativo no qual Eduarda terminasse só e feliz consigo mesma. 


Helena ou Eduarda: Quem é realmente a heroína da história?
A atual reprise de “Por amor” também permite novos pontos de vista sobre o gesto de Helena (Regina Duarte), que mais uma vez gerou uma grande discussão. A protagonista segue sento uma das melhores criações de Manoel Carlos, dada a dimensão humana com que foi construída, mas diante dessa Eduarda tão madura e tão dona de si mesma, fica ainda mais evidente a falha de Helena como mãe e mais difícil defende-la. 

O erro dela é anterior à troca dos bebês, com a sua incessante busca por proteger a filha de tudo e de todos. Helena é a responsável por toda a fragilidade de Eduarda no início. É ela quem sempre subestimou a força e a capacidade de lidar com adversidades da jovem. 

Helena persiste no erro quando ainda escolhe ocultar as coisas da filha, quando tenta amenizar o tamanho da ferida de Eduarda diante da traição de Marcelo, incentivando-a a voltar com ele para não sofrer a separação. Ela não consegue conceber que a filha cresceu e pode lidar com o sofrimento. Na mesma medida em que Eduarda se torna forte, Helena se afunda, refém de seus segredos e medos. Eduarda apresenta uma grandeza que Helena, apesar do sacrifício, não consegue ter. Se há uma heroína na novela, essa é Eduarda. 


As experiências se transformam
Há ainda outros pontos de “Por amor” que proporcionam novos olhares para história, como a figura de Laura que já chegou a ser exaltada pelo público, mas que vai na contramão de Eduarda, despertando muito mais desprezo e piedade do que qualquer outra coisa. Ou Lídia (Regina Braga), que com todos os defeitos, sendo inclusive chamada de chata por muitos, se mostra uma das personagens mais coerentes e verossímeis da trama, talvez melhor que Orestes (Paulo José). Questionável também a trama de Márcia (Maria Ceiça) e o marido racista que caberia um outro post. E na guerra entre Branca e Milena (Carolina Ferraz), apesar da crueldade, muitas vezes Branca é quem está com a razão. Milena as vezes é muito impulsiva, irresponsável, fora da realidade e acomodada. 

O sucesso de “Por amor”, em sua quinta reapresentação, confirma o poder que a telenovela tem de penetrar no imaginário do grande público e em todos os espaços, de revolucionar a memória e de ser, talvez, o retrato mais fiel da sociedade em suas diferentes épocas e seus diversos aspectos. A experiência de rever uma novela bem escrita, dirigida e interpretada pode ser transformadora. As emoções são outras, os olhares se modificam, mas o que não muda é o prazer de se ver uma boa novela.  

***

Sobre o autor

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

“Mais Você” celebra 5000 programas e consolida Ana Maria Braga como rainha das manhãs

Por Edilson Lopes

Mais Você celebrou 5000 programas na última sexta-feira

A saída de Ana Maria Braga da Rede Record em 1999 foi um tanto quanto conturbada. A loira apresentou o programa normalmente num dia e no outro já não estava mais lá, sendo substituída por Cátia Fonseca, sem direito ao menos de se despedir de seu público. Foram algumas semanas de muitas informações desencontradas até sabermos que Ana debutaria na Rede Globo. Muito falou-se na época que o padrão Globo de qualidade tiraria a melhor característica de Ana Maria, sua espontaneidade, o que realmente foi observado nas primeiras edições do Mais Você, mas após um episódio acontecido em novembro daquele ano, pouco mais de um mês de sua estreia, Ana Maria Braga começou o programa de forma diferente e acredito que tenha deixado a direção do programa e da Rede Globo desesperados, ela tirou o ponto eletrônico do ouvido e fez um desabafo para a câmera, como se estivesse falando diretamente com cada telespectador. No desabafo falou da dificuldade de se adaptar à nova casa e de todas as críticas que vinha sofrendo da imprensa e do público, de forma bem menos intensa como aconteceria hoje uma vez que naquela época não existiam redes sociais, e desde então vimos uma nova apresentadora na maior emissora de TV do país, mais segura, mais espontânea, mais dona do programa que apresenta.

Além da mudança de visual, a espontaneidade é a maior marca da Ana Maria Braga

O Mais Você nasceu nas tardes da emissora dos Marinho, sendo exibido por volta das 14 horas, logo após o saudoso Vídeo Show. Era uma aposta, um formato já consolidado na concorrência mas que não era explorado pela Globo. A diferença foi enorme, na Record a loira ficava 6 horas por dia no ar, O Note e Anote era exibido das 12 às 18 horas, a primeira fase do Mais Você ia ao as com apenas uma hora de duração. Um grande acerto da apresentadora foi ter levado consigo para o novo programa o Louro José, um personagem que já faz parte da história de nossa televisão e funciona como ajudante e alter ego da apresentadora, falando aquilo que ela gostaria mas não pode falar diante das câmeras. Naturalmente a tecnologia presente na Globo também fez o fantoche evoluir, saindo de um boneco simples de espuma, para o personagem que assistimos hoje em dia, como se realmente tivesse vida.

O programa demorou a engrenar. O primeiro ano foi difícil. Sofreu muitas críticas da imprensa especializada e do público. Em audiência, diversas vezes foi derrotado pelo enlatado “Chaves”, exibido a exaustão pelo SBT, e aproveitando o horário eleitoral gratuito, naquela época muito maior do que é hoje, a emissora mudou o programa de horário, com a desculpa de alocar a programação durante a propaganda política, mas na verdade foi um acerto, pois na parte da manhã o programa ganhou um novo público e as evoluções, ainda assim nessa segunda fase o programa ia ao ar por volta das 11 horas da manhã, ainda diferente do horário exibido atualmente.

O boneco do Louro José evoluiu muito ao longo dos anos

Muito antes de competições e realities culinários virarem modinha o Mais você já navegava por essas ondas. O primeiro deles foi o Chef X Chef em que dois chefs famosos, normalmente colaboradores do programa, duelavam fazendo pratos a partir de uma sacola com ingredientes surpresa surpresa que recebiam no início da disputa. Em seguida nasceram o Super Chef, Super Chef Celebridades, o Super Chefinhos, o Fecha a Conta, o Copia e Cola e o meu preferido Jogo de Panelas.

Além da culinária o programa teve e tem outros quadros divertidos e que marcaram época como as Crônicas do Cony, o Dando um Retoque com o Jairo de Sender, o Tapa no Visual, que dá uma elevada na autoestima de uma participante, o Tem Visita em que Nádia Bocci ouvia história de moradores de uma pequena cidade e passava a noite na casa de um deles e diversos outros só pra citar alguns.

Com o fim do Bem Estar e o fortalecimento do jornalismo nas manhãs da emissora o programa passou a ser exibido das 9h às 10h30min, tendo muito mais tempo de arte no ar, e consolidando-se como uma das melhores atrações da manhã na televisão aberta do Brasil. 

O Mais Você foi percursor nas copetições culinárias no Brasil

Este humilde colunista enveredou pela culinária justamente por causa de Ana Maria Braga. Adorava passar as tardes em sua companhia no Note e Anote e confesso ter adorado sua transferência para a Rede Globo. Ana Maria tem brilho, estrela e carisma. Com o advento das redes sociais constantemente domina os assuntos mais falados, seja com uma passagem divertida ou constrangedora do programa, ou com a forma terna de tratar seus convidados. Os 5000 programas celebrados na última sexta-feira não é a única comemoração do ano no Mais Você, em outubro o programa comleta 20 anos no ar, cada vez mais fortalecido e renovado.

***

Sobre o autor

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Na semana de estreia da Dança dos Famosos o Dancing Brasil surpreende e emociona o público

Por Edilson Lopes

Elenco da quinta temporada do Dancing Brasil
O Dancing Brasil já está na sua quinta temporada e ainda é capaz de surpreender e emocionar o público. É bonito de ver um programa que apesar de uma estrutura fixa, por ser um formato, consegue se renovar e surpreender os telespectadores mais fiéis. Exibido às quartas-feiras o programa tem por característica essencial a dança de salão, por isso, diferentemente da Dança dos Famosos exibido pela Globo, não veremos no Dancing ritmos como o funk e o baladão. Porém como toda regra tem sua exceção, nesta semana a direção do programa resolveu dar um novo frescor ao reality e permitiu que os professores e famosos escolhessem o estilo a ser dançado, podendo apresentar-se inclusive em ritmos que não fazem parte da cartela do programa.

Danielle Hipólito e Marquinhos brilham revivendo cena do filme O Máskara
Assim pudemos ver Daniele Hipólito e seu professor surpreenderem ao reviver uma cena do filme O Máskara, arrasando no Charleston, o Victor Sarro dançando Stiletto com salto alto e peruca loira e Bia FerRes e Paulo Victor, que já foi campeão de uma temporada, exibindo movimentos tecnicamente impecáveis no ritmo do freestyle.

Xuxa diverte o público ao negar pedido de casamento de Junno 
O momento curioso da noite ficou por conta dos apresentadores Xuxa e Junno que mantém um relacionamento na vida pessoal e que após a apresentação de Ricardo e Dani que retrataram um casal em crise, vestidos de noivos, fez a apresentadora brincar que casamento era assim mesmo cheio de altos e baixos e que ela e Junno sabiam disso por conta de viverem juntos mesmo sem serem casados. Juno então falou que não eram casados mas que poderiam casar logo, logo, o que prontamente fez a apresentadora negar com a cabeça e mudar de assunto, divertindo os jurados e a plateia.

Alinne Prado e Jeferson foram a dupla eliminada nesta quarta-feira
O funkeiro MC Koringa deixou a competição após se lesionar gravemente durante os ensaios do programa. Na pista as menores notas ficaram com a apresentadora Alinne Prado, o ator Ricardo Vianna e a ex-paquita Cátia Paganote. Com a menor quantidade de votos do público da noite Alinne Prado e Jeferson foram os eliminados.

***

Sobre o autor


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

DRoPs 71 - Novidades culturais, curtas e finas

Por Rodrigo Ferraz

~> Sexta feira passada Totia Meireles encerrou Verão 90 com a sua vilã Mercedes, MC é seu personagem em Pippin, um musical com toques cômicos e dramáticos. Ela que já é de casa, afinal desde 2015 ela uma vez por ano está por aqui comparou os personagens. Vamos conferir??!


Depois de uma temporada bem sucedida no Rio, agora o musical volta com o elenco bem renovado, mas segue com Totia. Até o dia 18 de agosto, às Sextas 21h, Sábado 17h e 21h e Domingo 15h e 19h e os ingressos vão de R$37,50 à R$120.

~> Quem também encerrou Verão 90 e estará em cartaz é Ícaro Silva. Ícaro And The Black Stars é o nome do espetáculo que exalta protagonismo negro em show que narra e passa por sucessos da Black Music nacional e internacional. Sexta(21h30) e Domingo(19h) – R$ 70,00 (inteira), R$ 35,00 (meia) Sábado(21h30) – R$ 80,00 (inteira), R$ 40,00 (meia).  


~> Daniel Alvim dirige mais uma vez Helena Ranaldi e Luciano Gatti agora em Cordel do Amor sem Fim, no Sesc Santo Amaro no Espaço das Artes. Estreia na quinta feira 21h, e fará temporada às Quintas e Sextas 21h e Sábado 20h e Domingo 18h30. E os ingressos vão de 9 à 30 reais.

~> O clássico Auto da Compadecida de Ariano Suassuna é montado pelo Grupo Maria Cutita de Teatro, eles que tem 13 anos de trajetória agora são dirigidos por Gabriel Villela. Estreia semana que vem no Sesc Pompeia, de Quinta à Sábado 21h e Domingo 18h e os ingressos vão de R$10 à R$40.


~> Dolores é o segundo texto de Marcelo Várzea, ele bem nos contou numa entrevista, lembram? Em Cartaz no Instituto Cultural Copobianco, o monólogo com Lara Córdulla encerrará temporada no dia 14/8. Até lá segue às Terças e Quartas 21h e o valor do ingresso inteira custa 40 reais.

~> 2XSHAW é um projeto que lembra os 70 anos da morte do dramaturgo Bernard Shaw com novas temporadas de A Profissão da Sra. Warren, com Clara Carvalho e A Milionária, com Chris Couto,  nos papéis-título. Ambas foram premiadas com seus respectivos papéis. À partir do dia 10 A Profissão da Sra. Warren será encenado aos Sábados e Segundas 20h30 e Domingo 19h. Já no dia 15, é a vez de  A Milionária será encenada às Quintas e Sextas 20h30,  os ingressos vão custar de R$15 à R$50.


***

Sobre o autor

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...