segunda-feira, 26 de junho de 2017

A potência de um ator e uma realidade urgente!

Por Rodrigo Ferraz


Silvero Pereira, ator que publicamos uma entrevista semana passada é mais que um grande ator, é uma grande atriz, é um grande performer, um baita artista! O universo trans é urgente, 1 trans, travesti, drag queen... é morto a cada 25 horas no nosso país, e a peça dele fala sobre esse universo, cheio de agruras, mas iluminado por natureza. Tema esse que abordei no meu primeiro texto teatral por aqui! Quer (re)ler clique aqui!  Mas vamos detalhar um pouco mais de BR-Trans...

Silvero utilizando poucos recursos se reinventa, todas as trans que interpreta tem um Q diferente, quase sem glamour cada uma tem um tipo, voz e corpo... A falta de glamour mostra a simplicidade que muitas delas vivem, o jogo de luz faz as personagens terem destaque sem precisar do brilho que as mais famosas transparecem ter. 


Logico que há "Nany Peoples", "Rogerias", entre outras... Mas a maioria das pessoas que não se identificam com o corpo nascido são marginalizadas, muitas tem que se prostituir, e a peça também fala disso... Mas também fala do fator de muitas delas sonharem com o estrelato, o casamento bem sucedido, e muito mais.

Não conheço o trabalho d' As Travestidas grupo que Silvero fundou em 2002, mas sei que o ótimo Jesuita Barbosa está nele e eles mais um grupo de artistas fazem peças, perfomances e outros projetos ligados ao universo, só aumentou minha curiosidade em conhecer mais o trabalho deles.

Falando em travestis, não perca no Drops 46, o do mês que vem você vai ver uma pequena entrevista com Leandra Leal, a atriz consagrada dirige seu primeiro filme o documentário Divinas Divas, que aborda a primeira geração de artistas trans do país!


Última apresentação de BR Trans, Sala Itaú Cultural,
27 de Junho de 2017; 20h00.
Distribuição de ingressos
Público preferencial: duas horas antes do espetáculo, com direito a um acompanhante.
Público não preferencial: uma hora antes do espetáculo, um ingresso por pessoa.

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Sobre o autor


quarta-feira, 21 de junho de 2017

ENTREVISTA: O ator Silvero Pereira fala de BR-TRANS, A Força do Querer e outros trabalhos. Confira!

Por Fábio Dias


Sucesso em A Força do Querer como Nonato e Elis Miranda, o ator Silvero Pereira estará em cartaz em São Paulo nesse final de semana e na próxima terça-feira (27) com seu premiado espetáculo BR-TRANS. Um monólogo ágil, humano, versátil e emocionante da qual tive o prazer de ver duas vezes no Rio ano passado. Aliás, foi nessa peça que a autora Gloria Perez o conheceu, se encantou e o chamou para participar da novela. 

A exibição do espetáculo em São Paulo faz parte da Mostra Petrobras Premia de Teatro, nessa 4ª edição,  a mostra priorizou reunir alguns dos melhores espetáculos que circularam pelo Brasil dentro do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2015/2016, levando ao público um painel da produção teatral contemporânea a preços populares. 

Muito gentil e acessível o ator topou me dar uma entrevista, na qual conta um pouco do espetáculo, fala de suas personagens na novela, de planos futuros entre outros assuntos. Confira!


BR-TRANS é uma obra sua. Como surgiu a ideia desse espetáculo?
Em 2002 iniciei o primeiro trabalho em teatro com pesquisa sobre o universo das travestis no solo UMA FLOR DE DAMA. Este trabalho originou o Coletivo As Travestidas. Assim, em 2012 surgiu a ideia de sair do Ceará e cruzar o Brasil em busca de histórias reais de travestis, transsexuais e transformistas no intuito de traçar um perfil artístico social desse universo. Essas histórias viraram dramaturgia e, em seguida , o espetáculo BR-TRANS.

BR-TRANS é repleta de cenas emocionantes, algumas retiradas até de sua vida pessoal, como a linda carta de sua mãe. Qual a cena que mais gosta e por quê?
A cena que mais me toca é quando escrevo no meu corpo o nome das donas das histórias contadas. Esse ato pra mim é muito político e artístico, uma metáfora de como fui atravessado por essas histórias e como elas, hoje, fazem parte de minha trajetória enquanto pessoa e artista.

​Silvero Pereira em cena no espetáculo BR-TRANS. Foto: Caique Cunha
Assisti BR-TRANS no Rio de Janeiro em novembro. Vi duas vezes e comprei o livro. Fiquei curioso com tantas premiações que recebeu no prêmio Aplauso Brasil, na qual estava. O teatro é uma arte que a recepção é instantânea, um pouco diferente da TV. Ambicionava participar de uma novela? Como está sendo o trabalho em A Força do Querer?
Sim, o teatro é imediato e efêmero, ou seja, tudo acontece naquele instante. O que me orgulha neste trabalho na TV é poder continuar sendo artista num meio mais amplo para acesso e difusão de ideias/discussões, mas sem perder a beleza de fazer arte, trabalhar e construir espaço de luta e possíveis mudanças. 

Com Gloria Perez (outubro-2016)
Como foi a construção da personagem na novela? Contribuiu com ideias para Gloria Perez?
A Gloria é uma mulher genial é muito generosa. Ele me deu de presente esse novo caminho profissional que é sair do teatro para a TV. Ela escreve sozinha, mas isso não a impede de dialogar com o artista, pelo contrário. A história ela criou, batizou o Nonato , mas pediu que eu desse o nome, e escolhi, Elis Miranda. Ganhei de presente uma estreia na TV onde posso mostrar minha performance com duas personalidades diferentes. Isso é uma grande oportunidade. 

Seu personagem em A força do querer, tirando o Nonato, é muito do que já fez no teatro, o que faz com maestria, até seu cabelo conservou. Em futura produções participaria de um personagem completamente diferente desse?
Eu sou operário ator. Naquilo que a arte de atuar me proporcionar eu estarei feito um soldado pronto para executar. Minha voz e meu corpo estão à disposição da arte, este é o meu ofício. Espero poder mostrar outras facetas do ator Silvero, esse é o meu desejo. 

Em A Força do Querer como Elis Miranda e o motorista Nonato

Foi noticiado que existe a possibilidade de fazer algo no teatro com seu personagem Elis Miranda. É verdade? Nos conte mais sobre esse projeto.
Essa ainda é uma ideia que me anima. O teatro me fez chegar na TV e gostaria de manter viva a Elis Miranda no teatro após novela. O sonho da personagem é fazer um show e ser artista nos palcos e eu gostaria de dar isso a ela no final da novela, ou seja, estrear um show e entrar em cartaz no teatro a partir da personagem da novela numa homenagem a arte transformista.

Silvero Pereira, agora é um ator conhecido. O que podemos esperar de agora em diante? Quais são seus planos futuros?
Meus planos é poder trabalhar. Quero atuar no teatro que amo, no cinema que me fascina e na TV que tanto me emociona. Sinto nos estúdios o mesmo fogo nos olhos e frio na barriga que tenho no palco. Nesta novela fiz amigos na cena e nos bastidores. O que esperar de mim? Não sei ao certo os projetos. Entretanto, esperem alguém que fará outros trabalhos com a mesma paixão como se fosse o primeiro.

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Serviço BR-TRANS
Duração aproximada: 70 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Gênero: Drama

No Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer
24 de JUNHO de 2017 I 21h (com audiodescrição)
25 de JUNHO de 2017 I 19h (com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras)
R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

Informações: www.auditorioibirapuera.com.br
Tel: 3629-1075 ou info@auditorioibirapuera.com.br

No Itaú Cultural
Sala Itaú Cultural (piso térreo) – 247 lugares
27 de Junho de 2017 I 20h00 (com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras)
Distribuição de ingressos
Público preferencial: duas horas antes do espetáculo, com direito a um acompanhante.
Público não preferencial: uma hora antes do espetáculo, um ingresso por pessoa.
Informações: http://www.itaucultural.org.br/
Tel: 2168-1777 ou atendimento@itaucultural.org.br

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Sobre o entrevistador


terça-feira, 6 de junho de 2017

ENTREVISTA: Rodrigo Ferraz fala de sua nova peça "Nosso Luto" e de outros trabalhos, confira!

Por Fábio Dias


Nessa sexta-feira dia 9, acontece uma estreia bem especial. Trata-se de "Nosso Luto", mais uma peça em que meu parceiro aqui no blog Rodrigo Ferraz, dirige. Conheci poucas pessoas que tanto entendem e amam o teatro como o Rodrigo. "Nosso Luto" tem texto de Kiury, aliás um lindo texto. Já assisti algo desse autor, e foi uma peça que gostei muito. Por tudo isso gostaria muito de estar em São Paulo para assistir a peça, mas infelizmente não poderei. Só posso desejar uma coisa meu amigo, MERDAAAA. Abaixo fiz uma entrevista com o Rodrigo para que ele fale mais da peça, do seu amor pelo teatro entre outros assuntos. Confira, e não deixe de ver a peça, essa primeira temporada conta apenas com quatro apresentações. 

Você é um amante das artes, mas especialmente do teatro. Como e quando surgiu esse interesse pelo teatro?
Fazia teatro para meus familiares mesmo quando nem sabia o que era teatro. Risos. Acho que nasceu em mim... Primeira peça infantil que vi foi Saltimbancos, clássico do Chico Buarque, ainda é marcante pra mim, a adulta foi Caixa 2 do Juca de Oliveira, também lembro de detalhes... O olho brilha até hoje como se eu tivesse me apresentando pela primeira vez ou estando na platéia!


Do que se trata Nosso Luto?
Esse momento delicado que é a morte e é tão pouco falado é abordado na peça, não falamos do antes, falamos do depois. Julieta perdeu um ente muito amado e vemos o que ela passa das primeiras horas de luto até completar um ano, de forma poética queremos emocionar e falar do tema sem medo.


Você dirigiu O Que terá acontecido a Nayara Gloria, que era uma comédia. Nosso luto, trata-se de um drama, certo? Como é essa transição?
Sim, é um drama... Não é bem uma transição, até porque fiz outros trabalhos entre um e outro, a comédia: "O Que Terá Acontecido a Nayara Gloria?" foi a certeza que queria ser diretor, já havia feito assistências e dirigido uma perfomance em homenagem a Etty Fraser, fizemos em Nayara Gloria de um vamos brincar de fazer teatro para vamos fazer uma peça a sério, foi uma época marcante. Agora sobre Nosso Luto, sempre fui encantado por dramas, talvez até mais do que comédias, minha primeira assistência foi um drama e olha foi inesquecível! Mas focando em Nosso Luto, é talvez o meu trabalho mais maduro, soltei a criatividade, e tinha um texto lindo e poético nas mãos, um elenco entregue e apaixonante, certamente é dos processos mais felizes da minha vida, pela leveza da equipe, isso facilitou o drama e o tema pesado não serem um fardo.

Com Etty Fraser

Como surgiu essa parceria entre você e entre o autor Kiury na peça Nosso Luto?
Conheci o Kiury no mesmo dia que você, fomos assistir "Um Dia Você Vai Entender", e ficamos encantados, né? A peça era intensa e leve ao mesmo tempo, a dramaturgia do Kiury era saborosa, cheia de nuances e dando espaço até pra quem tinha papel pequeno... Desde então Kiury e eu começamos a nos falar, um dia eu falei brincando: que se o Filipe (com todo respeito, Filipe,rs) não quisesse mais dirigir Um Dia, era pra ele não esquecer de mim, acho que isso ecoou no ouvido dele. Em fevereiro de 2017, sim esse ano, ele me perguntou se eu tinha interesse em ler uma peça dele e se gostasse, se quisesse dirigir... Ao termino da leitura já estávamos escalando o elenco, é daqueles dramaturgos que todo mundo merece ouvir/ver/trabalhar, e ele não é só o dramaturgo da peça, é meu assistente de direção, e um assistente que ajuda muito no processo, me respeita como diretor e estimula a minha criação como poucos e não posso esquecer que a produção é nossa, logo é uma baita parceria em todos aspectos. Agradeço a Deus, Dionisio e todos que conspiraram pra essa parceria dar certo, e como está dando!

Como chegou ao elenco de Nosso Luto?
Desde o começo Kiury e eu queríamos acima de tudo um elenco harmônico, começamos e terminando de escalar o elenco juntos, as atrizes ele já conhecia, os atores eu já conhecia... Não fizemos testes, fizemos sondagens, e hoje vendo o elenco reunido parece que a peça foi feita pra eles. Tenho que agradecer demais ao talento, a entrega e a confiança de Ju Carrega, Sergio Seixas, Danilo Rodriguez e Carola Valente, atores que se depender de mim, vão estar nessa jornada e em muitas outras.

Com elenco e autor de Nosso Luto

Em tempos difíceis para as artes, como é viver dela no Brasil? 
A Arte sempre foi terciária no país, sempre foi terceiro plano, independente estarmos num momento bom ou não, mas atualmente a um congelamento na cultura em todos os sentidos. No Rio o prefeito Crivela não paga o que a prefeitura já havia garantido pagar a inúmeros grupos, em São Paulo o Doria compra ingressos apenas pra Virada Cultural e acha o suficiente; Curitiba e seu grande polo cultural e teatral hoje em dia ta mais frágil, mais ainda temos Marcio Abreu e a potência do seu teatro, posso estar exagerando mas vejo que no resto do país é ainda mais difícil, tomara que eu esteja errado, mas o dia que nossos representantes (sim, é isso que os políticos deveriam ser) se preocuparem com a educação, a cultura e a saúde do brasileiro a chance de evoluirmos em todos aspectos é grande.

Dentre todas suas funções no ramo das artes e comunicação, qual a sua favorita e por quê?
Cada uma me completa de uma forma, mas não vou ser hipócrita ser diretor é a que mais me completa, mas amo muito fazer entrevistas no nosso Cabidão, me alimenta, me ensina muita coisa ouvir os nomes que já entrevistei seja por escrito seja ou em vídeo, o site me fez uma pessoa e um profissional das artes, ser produtor é gostoso quando se acredita no projeto e o projeto fluir fácil, agora quando não se acredita e ele não flui, é bem complicado gostar da mesma forma, e atuar?? Ainda gosto e muito, mas não me completa tanto, talvez por ser uma pessoa com olhar mais panorâmico, uma vez ouvi isso do Jô Soares ou do Otavio Martins (não sei ao certo qual dos dois) se não me falhe a memória; se você lê um livro e foca em um personagem você tem tudo pra ser um ator, se você foca em todos personagens você tem mais chances de ser um diretor, eu faço parte desses leitores.


O que terá acontecido a Nayara Gloria - peça que dirigiu em 2012/2013

Quais são as pessoas que você mais admira no mundo das artes (TV, CINEMA e TEATRO)?
Que pergunta difícil, Lilia Cabral é minha atriz favorita, mas não tem como não citar nomes como Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg, entre tantas outras atrizes, vivemos num país de atrizes, mas há atores sensacionais, como Mauro Mendonça, Tony Ramos, Daniel Oliveira... Quando eu vejo na área da direção pensando em teatro, são tantos, Zé Celso é o mais original de todos, brasileiro até o último fio de cabelo, Nelson Baskerville transforma tudo em poesia, Otavio Martin***s vai do besteirol à aula de história passando pelo texto cabeçudo com uma verdade. Na TV e no cinema e gosto demais do Luiz Fernando Carvalho, Ricardo Waddington, Mauro Mendonça Filho, Jose Eduardo Belmonte, Aluizio Abranches, Walter Carvalho, Monique Gardemberg (também arrasa no cinema), Sandra Werneck e tantos outros. Na dramaturgia, Nelson Rodrigues diria toda unanimidade é burra, mas ele é quase uma e eu não fujo a regra, todas histórias que conheço eu amo e muitas delas ainda são muito atuais, Plinio Marcos sabia explorar a marginalidade com uma magia que faz eu ficar com um brilho no olhar sempre que vejo uma montagem dele, Lauro César Muniz é dos autores mais completos que eu conheço, Alcides Nogueira é outro e ambos são pessoas encantadoras, além de ter talento de sobra, também sou fã de Maria Adelaide Amaral, Ricardo Linhares... A dramaturgia contemporânea tem vários nomes pulsantes que não conseguiria citar um ou dois... Bom se você reparar eu só escolhi brasileiros, mesmo tendo algumas referências no mundo artístico internacional eu quero fazer arte para o Brasil, então o que preciso fazer?? Usar e abusar dessas e outras referências que eu só não citei pra essa resposta não ficar maior ainda, rs, porém se me permite também admiro demais hoje em dia jornalistas ou amantes da arte que escrevem com bravura por puro amor a arte, como nós, Michel Fernandes, Kyra Piscitelli, Nanda Rovere, Miguel Arcanjo, Claudia Rolim e tantos outros. Bom já me estendi demais... Mas vou fazer um convite aqui mesmo, espero vocês no Teatro Ribalta dias 9, 16, 23 e 30 de junho são poucas apresentações, pra dar gostinho de quero mais, mas talvez ficamos só nessa temporada, então corre lá, na nossa fan page você descobre mais informações e descobre como pagar ainda mais barato pelos nossos ingressos.

Sobre a peça

Nosso Luto é um espetáculo simbólico sobre uma das fases mais difíceis da vida. Com uma linguagem poética, o texto do jovem dramaturgo, diretor e ator, Kiury, fala sobre o sentimento de dor pelo falecimento de alguém e a dificuldade de encarar o vazio trazido pela morte.

Como aceitar a nova realidade? Como recuperar a força de viver quando a vontade é partir junto com um ente ou um amigo querido?

Os personagens são facilmente identificáveis com figuras do nosso cotidiano, mas são carregados de simbologias. O público é convidado a montar a trama, como se fosse um quebra-cabeça, já que a trajetória dos personagens não é mostrada de modo totalmente explícito; eles carregam um certo mistério.

O espetáculo traz muita espiritualidade, mas sem nenhuma relação com qualquer tipo de religião.

Serviço:

Local: “Teatro Ribalta” Endereço: Rua: Conselheiro Ramalho, 673 – Bela Vista – São Paulo/SP.

* Travessa da Av. Brigadeiro Luís Antônio – Próximo do Metrô São Joaquim

Datas e Horários: Sextas – Feiras, às 21h. (de 09/06/2017 até 30/06/2017)

Ingressos: 40 reais (inteira) e 20 reais (meia)

Mais informações:

WhatsApp: 11 9 72700882 / 11 9 72208582



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Sobre o entrevistador






sábado, 3 de junho de 2017

DRoPs 45 - Novidades culturais, curtas e finas

Por Rodrigo Ferraz

~> Vou começar o Drops de maneira bem coruja, dia 9, na próxima sexta estreio nova direção, a peça é Nosso Luto, a dramaturgia é do Kiury. No vídeo a seguir você vê um bate papo comigo e com o elenco da peça: Ju Carrega, Sergio Seixas, Danilo Rodriguez e Carola Valente falando sobre a peça...



Faremos temporada em apenas 4 apresentações: 9, 16, 23 e 30 de junho sempre às 21hs no Teatro Ribalta (na Rua Conselheiro Ramalho 673, Bela Vista). Confira nossas redes sociais pra ter mais informações, o valor dos ingressos é de R$ 20 à R$40, mas têm valores promocionais que você pode conferir na nossa fanpage do Facebook.

~> Dias Perfeitos chega a São Paulo depois de temporadas bem sucedidas no Rio de Janeiro, no Teatro Augusta na Sala Paulo Goulart sempre aos Sábados e Domingos às 20h. No elenco: Dani Brescianini, Helio Souto Jr. Arno Afonso, Leonardo Vasconcelos. Baseado no romance de Raphael Montes, a direção e adaptação é de César Baptista. Os ingressos vão de R$ 30 à R$ 60.


~> Dan Rosseto não está dirigindo seu primeiro musical, mas certamente: Enquanto as Crianças Dormem é diferente de todos, assumidamente um anti musical a peça tem no elenco: Carol Hubner, Carolina Stofella, Diogo Pasquim, Haroldo Miklos, João Sá, Juan Tellategui e Samuel Carrasco, em cartaz no Teatro Aliança Francesa, Quarta e Quinta às 20h30 e o ingresso inteira é 50 reais.

~>Em julho a IV Mostra Petrobrás Premmia de Teatro terá duas peças em cartaz no auditório do Ibirapuera, a primeira é Contrações, o Grupo 3 de Debora Falabella e Yara de Novaes voltam a apresentar essa peça muito bem sucedida nos dias 17 e 18 de junho, no sábado às 16h e domingo às 19h e os ingressos custam R$20 o ingresso inteiro.

As próximas dicas são pra celebrar o mês da diversidade sexual e a cultura LGBT...


~> BR Trans também estará na  IV Mostra Petrobras Premmia de Teatro, elogiadíssima a peça idealizada e interpretada por Silvero Pereira tem ingressos no mesmo valor das demais da Mostra, R$20 o ingresso inteiro. No sábado dia 24 de junho às 21h e Domingo 25 de junho às 19h.

~> A ótima Uma Vida Boa está em cartaz no Teatro Eva Herz sempre às Quintas e Sextas às 21h,ingressos R$20 meia e R$40 inteira. A peça é baseada em uma história real e tem no elenco: Amanda Mirásci, Julianne Trevisol e Daniel Chagas.


~> Falamos de Bruta Flor quando a peça estava pra estrear, na época Leo Rosa era um dos interpretes, atualmente o papel do interprete é vivido por Fabio Rhoden, que mais uma vez faz uma peça de temática LGBT, a peça escrita por Vitor de Oliveira e Carlos Fernando Barros está atualmente no Teatro Augusta na Sala Paulo Goulart, com mais de 7 meses em cartaz a peça merece parabéns por todo esse tempo e que venha mais. Sempre às Quartas e Quintas às 21h, o ingresso custa 70 reais inteira.

~> Lembro de Você Todo Dia, dirigido por Zé Henrique de Paula, do Núcleo Experimental, o espetáculo tem 13 canções originais, com influências que vão do pop ao jazz, passando pelo bolero e disco e fala sobre a história de um jovem que se descobre soro positivo no CCBB R$ 20 (inteira), Sextas, sábados e segundas, às 20h, e domingos, às 19h.

Do Brasil para o Mundo...


~> Na montagem acima você vê Adriana Lessa e Isabella Lemos, Raphael Garcia e Flavio Rodrigues, as belas atrizes estão em Copenhague, fazendo um projeto único: A Mais Forte de August Strindberg, e digamos a continuação da peça: A Mais Forte II escrita pela dinamarquesa Dorrit Willumsens, que é como se fosse uma vingança, as meninas arrancaram elogios em solo europeu a previsão de estreia no Brasil é nesse segundo semestre. Quem tem tudo pra arrasar também são os meninos da foto, Raphael e Flavio fazem parte do coletivo Negro, a peça é Revolver e eles desembarcam em Angola no mês que vem, sucesso a todos! Orgulhoso de ver artistas desse gabarito representando nosso país!!!

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Sobre o autor

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