terça-feira, 21 de agosto de 2012

A Vida Como Ela É... Episódio de hoje: O MONSTRO




O episódio de estreia de A Vida como Ela é... narra a história de um homem acusado pela família de assediar a cunhada. O sogro é o principal responsável pelas acusações ao genro. A filha assediada gosta do cunhado e chantageia o pai, porque sabe detalhes da vida promíscua que ele leva fora de casa. 

Foi ao ar em 31/03/1996.

ELENCO:
GUILHERME FONTES - Bezerra
CLÁUDIA ABREU - Sandra
MARCOS PALMEIRA - Maneco
GIULIA GAM - Flávia
MAURO MENDONÇA - Dr. Guedes
DÉBORA BLOCH - mulher de Bezerra
YONÁ MAGALHÃES - mulher do Dr. Guedes


CURIOSIDADES
A construção das crônicas no jornal...


Durante dez anos, de 1951 a 1961, Nel­son Rodrigues escreveu sua coluna A vida como ela é... para o jornal Última Hora, de Samuel Wainer. Seis dias por sema­na, chovesse ou fizesse sol. A chuva podia ser como a do quinto ato do Rigoletto e o sol, daqueles de derreter catedrais, se­gundo ele. Todo dia, com uma paciência chinesa e uma imaginação demoníaca, Nelson escrevia uma história diferente. E quase sempre sobre o mesmo assunto: adultério.

Desse tema tão simples e tão eterno, ele extraiu quase 2 mil histórias. Os ficcionistas que fingem se levar a sé­rio precisam de toda uma aura de misté­rio para criar. Nelson dispensava esse mis­tério. Chegava cedinho à redação, acendia um cigarro e, na frente dos colegas, entre miríades de cafezinhos, escrevia A vida como ela é... As histórias saíam de casos que lhe contavam, da sua própria obser­vação dos subúrbios cariocas ou das cabe­ludas paixões de que ele ouvira falar quando criança. Mas principalmente da sua me­ditação sobre o casamento, o amor e o desejo. 

O cenário dos contos de A vida como ela é é o Rio de Janeiro dos anos 50. Uma cidade em que casanovas de plantão e mulheres fabulosas flertavam nos ônibus e bondes; em que poucos tinham carro, mas esse era um Buick ou um Cadillac; em que os vizinhos vigiavam-se uns aos ou­tros; e em que maridos e mulheres viviam sob o mesmo teto com as primas e os cunhados, numa latente volúpia incestuo­sa. 

Uma cidade em que, como não havia motéis, os encontros amorosos se davam em apartamentos emprestados por amigos — donde o pecado, de tão complicado, tor­nava-se uma obsessão. E uma época em que a vida sexual, para se realizar, exigia o vestido de noiva, a noite de núpcias, a lua-de-mel. E em que o casal típico — e, de certa forma, perfeito — compunha-se do marido, da mulher e do amante.


Fontes e Agradecimentos: Memória da Globo, Teledramaturgia e FC Giulia Gam

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